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França quer mudar proposta sobre futuro governo do Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um esboço de proposta dos Estados Unidos e Grã-Bretanha para a transferência de poder para um governo provisório formado por iraquianos precisa ser aperfeiçoada para obter o apoio das Nações Unidas (ONU), disse o governo da França. Em conversa telefônica com seu colega americano, George W. Bush, o presidente francês, Jacques Chirac, disse que a resolução é um bom ponto de partida para o debate, mas que é necessário haver uma transferência real de poder para os iraquianos no final de junho. A França, que é membro permanente do Conselho de Segurança da ONU e se opôs à guerra no Iraque, tem poder de veto sobre qualquer proposta apresentada ao órgão. A opinião francesa foi ecoada pelo ministro do Exterior da Alemanha, Joschka Fischer, enquanto o Ministério do Exterior da Rússia afirmou que o futuro governo interino deve ter a "confiança" do povo iraquiano e controle sobre os recursos naturais e a segurança do país. Debate Analistas dizem que o debate vai se concentrar no grau de controle que o novo governo terá sobre tropas estrangeiras que permanecerem no Iraque. A proposta anglo-americana foi apresentada à ONU na segunda-feira. O texto diz que o governo provisório do Iraque, que toma posse em 30 de junho, vai ter soberania, mas controle limitado sobre as operações militares da coalizão. Ele não especifica que as tropas vão deixar o Iraque se o novo governo pedir que o façam. A China, um outro membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, está analisando cuidadosamente o esboço, disse um porta-voz do Ministério do Exterior do país. O enviado da ONU ao Iraque, Lakhdar Brahimi, deverá divulgar os nomes de vários integrantes da cúpula desse governo, inclusive de um presidente e primeiro-ministro, nas próximas semanas. O debate diplomático se realiza ao mesmo tempo que insurgentes realizam ataques sangrentos contra forças estrangeiras e seus aliados no Iraque. |
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