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Atualizado às: 13 de maio, 2004 - 06h30 GMT (03h30 Brasília)
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CIA usa métodos extremos para interrogar Al-Qaeda, diz jornal
Prisioneiro americano no Iraque
Fotos de maus-tratos no Iraque deram início à atual controvérsia
A CIA tem usado técnicas de coerção para arrancar informações de líderes da Al-Qaeda que causam crescente preocupação no interior do serviço secreto americano, de acordo com agentes citados pelo jornal The New York Times.

O jornal cita uma ocasião em que um agente da CIA teria sofrido uma punição disciplinar por ameaçar um prisioneiro com uma arma de fogo durante um interrogatório. Outro militante teria sido amarrado e afundado na água e levado a crer que iria se afogar.

As técnicas de interrogatório da CIA, segundo o diário nova-iorquino, foram possibilitadas por uma série de regras secretas aprovadas pelo governo George W. Bush após os ataques de 11 de setembro de 2001.

E o grupo de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch acusou os Estados Unidos de cometer abusos sistemáticos contra seus prisioneiros no Afeganistão, incluindo privação de sono, exposição a temperaturas muito baixas e espancamentos.

FBI

Defensores das novas medidas citados pelo jornal afirmam que essas técnicas não chegam a configurar tortura e eram necessárias para lutar contra um inimigo obscuro que só poderia ser compreendido melhor por meio da extração de informações de prisioneiros nada dispostos a cooperar.

O New York Times não detalha nem onde nem quando os prisioneiros foram detidos, mas afirma que nenhum deles se encontra no Iraque.

As técnicas usadas pela CIA se mostraram tão severas, segundo as fontes do jornal, que o FBI – a polícia federal americana – orientou seus próprios agentes a não se envolverem com os interrogatórios.

O diretor do FBI, Robert Mueller, teria sido orientado que as informações assim obtidas não poderiam ser usadas em um tribunal.

Human Rights Watch

Já as acusações da Human Rights Watch foram divulgadas um dia depois que o Exército americano anunciou que estão sendo realizadas investigações no Afeganistão sobre possíveis abusos de prisioneiros.

Um policial afegão detido no ano passado diz que foi torturado e sofreu abuso sexual nas mãos dos americanos. Também estão sendo investigadas as mortes de três prisioneiros que estavam sob custódia americana.

A ONG afirma que por várias vezes alertou as Forças Armadas americanas sobre os maus tratos sofridos pelos prisioneiros afegãos.

E também defendeu reivindicação de entidades afegãs que querem ter acesso às instituições carcerárias mantidas pelos americanos em seu país.

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