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Blair pede desculpas por abusos a presos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, pediu desculpas pelos maus tratos cometidos por soldados da Grã-Bretanha a prisioneiros no Iraque. Numa entrevista a uma TV francesa, Blair prometeu que os responsáveis pelos casos de tortura serão punidos de acordo com as regras militares. O ministro da Defesa, Geoff Hoon, deve responder a perguntas de parlamentares nesta segunda-feira sobre o tema. Ele deve ser pressionado a revelar desde quando o governo do país tomou conhecimento dos maus tratos aos presos iraquianos. Cruz Vermelha O escritório do primeiro-ministro Blair já confirmou ter recebido em fevereiro um relatório da Cruz Vermelha que tratava do tema. "Pedimos profundas desculpas a quem quer que tenha sido maltratado por algum de nossos soldados", declarou Blair. "Isso é absolutamente e totalmente inaceitável." Ele prosseguiu com palavras parecidas às utilizadas pelo presidente americano, George W. Bush, ao falar sobre casos de tortura por tropas dos Estados Unidos. "Espero que as pessoas entendam que isso não é o que a maioria de nossos soldados estão fazendo lá (no Iraque). As atividades de uns poucos (...) não devem desacreditar o trabalho feito pela vasta maioria." O Ministério da Defesa britânico disse ser "improvável" que o documento confidencial da Cruz Vermelha seja publicado. As autoridades disseram que as medidas com relação ao que era tratado no relatório já foram tomadas. Mas o ex-chanceler Robin Cook disse ser importante a publicação deste documento pelo governo. O mesmo defendeu o líder dos liberais democratas, Charles Kennedy. Na semana passada, o ministro das Forças Armadas, Adam Ingram, compareceu ao Parlamento, onde disse que o governo faria tudo o que tivesse a seu alcance para investigar os casos de abuso de presos. Assim como no caso americano, o escândalo de maus tratos por soldados britânicos no Iraque ganhou corpo com a publicação de fotos dos abusos nos jornais. |
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