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Jornais britânicos trazem novas alegações de abusos no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O tablóide britânico Daily Mirror afirma em sua edição deste sábado que um quarto soldado britânico procurou o jornal para corroborar as acusações de abusos contra prisioneiros iraquianos por tropas da Grã-Bretanha. O soldado, que também pertenceria regimento Queen's Lancashire entregou novas fotografias que atestariam os abusos ao jornal. As fotos publicadas anterioremente no jornal teriam sido fornecidos por ex-soldados do mesmo regimento. Outro jornal britânico, The Independent, traz em sua edição de sábado partes de uma entrevista que será publicada neste domingo no Independent on Sunday com um engenheiro iraquiano que afirma ter sido espancado por soldados britânicos durante três dias, no ano passado. As acusações se seguem à admissão do Comitê Internacional da Cruz Vermelha de que teria expressado sua preocupação com as condições dos prisioneiros em centros de detenção dirigidos por militares britânicos no Iraque. Basra A Cruz Vermelha também acredita que os abusos contra prisioneiros americanos sob custódia de militares americanos no país seriam sistemáticos.
O quarto soldado entrevistado pelo Daily Mirror teria fotografado um colega enquanto ele também tirava fotos de um prisioneiro ensangüentado em Basra, no ano passado. O quarto soldado a fazer alegações de abusos disse ao jornal que ainda está servindo no regimento e que tem medo de ser identificado ou de ter que prestar testemunho à Polícia Militar. Ele admite não ser nenhum "anjo" e diz ter tomado parte na brutalidade contra os prisioneiros, mas afirma que fez isto por medo de ser tachado de fraco. O soldado também afirmou que os colegas tiravam fotos e filmavam os prisioneiros para se mostrarem "durões" e como troféus de guerra para mostrar a amigos. Segundo o chefe de redação do Daily Mirror, Piers Morgan, o terceiro soldado a procurar o jornal descreveu quatro incidentes diferentes e detalhados de espancamentos e poderia fornecer os nomes das pessoas que ele julga responsáveis.
O jornal forneceu cerca de 20 fotografias às autoridades. O Ministério da Defesa britânico confirmou que está discutindo as alegações com a Polícia Militar. O Ministério também afirma que toma suas responsabilidades com seriedade e que vai agir de acordo com as recomendações da Cruz Vermelha. Segundo o Independent, o engenheiro iraquiano Kifah Talah, de 44 anos, afirma ter sido encapuzado e espancado. Talah diz que como resultado do espancamento ele sofreu de problemas renais. Ele também contou ao jornal que cada um dos prisioneiros ganhava apelidos de jogadores de futebol e apanhavam se não conseguiam lembrar-se dos nomes. |
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