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Cuba fecha milhares de lojas que vendem produtos em dólar | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo de Cuba fechou a maioria das lojas que vendem produtos em dólar. As autoridades dizem que se trata de uma das medidas de emergência adotadas por causa de propostas dos Estados Unidos para endurecer o embargo comercial ao país. O presidente americano George W. Bush deu seu apoio, na semana passada, a várias iniciativas que têm o objetivo de apressar o fim do regime de Fidel Castro em Cuba. Entre as iniciativas está a redução da quantidade de dinheiro que os cubano-americanos são autorizados a enviar a suas famílias na ilha. Milhares de lojas em todo o país fecharam na terça-feira. Cuba não deu explicação detalhada sobre o fechamento das lojas - afirmou-se apenas que, diante da "agressão americana", o país tem que preservar recursos. Pé de guerra Pela manhã, multidões se concentraram do lado de fora de lojas que só aceitam dólares. A presença da polícia foi maior do que o normal. Alguns cubanos ficaram perplexos diante da placa "fechado até segunda ordem". Desde que o dólar foi legalizado, em meados da década de 90, as lojas que aceitam a moeda se tornaram os únicos lugares para a compra de, não apenas artigos de luxo, mas também alguns essenciais - especialmente roupas. Longas filas se formaram do lado de fora de lojas que vendem alimentos. Elas foram autorizadas a permanecer abertas, mas os cubanos não sabem por quanto tempo. Há uma atmosfera, encorajada pelo governo cubano, de que o país está em pé de guerra. Dissidentes expressaram consternação com a mudança da situação. Eles dizem que o objetivo declarado do presidente Bush de apressar mudanças políticas deu ao presidente Castro a oportunidade perfeita para criar uma sensação de crise no país e eles avisam que mais medidas podem estar por vir. |
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