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Começa julgamento de dez dissidentes em Cuba | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Começou nesta segunda-feira em Cuba o julgamento de dez ativistas de oposição – o primeiro desde que 75 dissidentes políticos foram presos na ilha, no ano passado. A Comissão Cubana de Direitos Humanos disse que os dez réus, incluindo um advogado cego, são acusados de desrespeito à autoridade, resistência à prisão e desordem pública. Eles foram presos há dois anos, quando foram a um hospital visitar um jornalista que supostamente havia sido agredido pela polícia, e não haviam sido indiciados de maneira formal até agora. O julgamento acontece dias depois de a Comissão de Direitos Humanos da ONU ter aprovado uma resolução condenando a prisão dos dissidentes em 2003. Críticas “hipócritas” No ano passado, esses 75 dissidentes receberam penas de até 28 de prisão, provocando criticas de ativistas pró-direitos humanos e de governos estrangeiros. De acordo com o correspondente da BBC em Havana Stephen Gibbs, o julgamento está ocorrendo na cidade de Ciego de Ávila, e apenas parentes dos réus estão podendo assistir às sessões. Falando à agência de notícias Reuters, o diretor da Comissão Cubana de Direitos Humanos, Elizardo Sánchez, disse que os réus podem ser condenados a até seis anos de detenção. A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch disse que “o julgamento de um advogado cego, juntamente com outros nove dissidentes, representa a continuidade da onda repressiva que ficou tão claramente em evidência no ano passado em Cuba”. O governo de Cuba não divulgou nenhuma mensagem especificamente sobre o caso, mas anteriormente qualificou as críticas no tocante ao seu histórico na área de direitos humanos de hipócritas e de terem motivação política. |
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