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Resolução da ONU critica Cuba por causa de direitos humanos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A ONU censurou Cuba por reprimir dissidentes e pediu para que o país aceite uma visita de observadores sobre direitos humanos da instituição. A resolução apoiada pelos Estados Unidos, que pede que Cuba aceite uma comissão da ONU, teve a aprovação de 22 países. 21 países votaram contra Dez países, incluindo o Brasil, se abstiveram do voto. A resolução pede que Cuba “pare de adotar medidas que possam por em risco direitos fundamentais” e condena as longas sentenças impostas a dissidentes políticos e jornalistas, presos no ano passado. Ela pede também que Cuba colabore com a enviada da ONU para Direitos Humanos, Christine Chanet, que vem criticando os abusos cometidos no país em vários relatórios, apesar da recusa de Havana em permitir que ela pise em território cubano. Protestos internacionais A proposta foi apresentada por Honduras, Peru e Austrália, contando com o apoio americano. Nas últimas semanas aconteceu uma grande movimentação diplomática, de ambos os lados para angariar apoio entre os países que votam nas Nações Unidas. O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Felipe Perez Roque, acusou Honduras no início da semana de sucumbir a pressão americana. O governo cubano está particularmente irritado porque, nos últimos anos, as resoluções têm vindo de países latino-americanos, a quem Havana acusa de serem “fantoches de Washington”. Outros sete países latino americanos – Chile, Costa Rica, República Dominicana, Guatemala, Honduras, México e Perú -, apoiaram a resolução. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, deu um telefonema ao presidente Vicente Fox para garantir o apoio mexicano. Brasil, Argentina e Paraguai se abstiveram. Rússia, China e a maioria dos países africanos votaram contra a proposta. Perez Roque classificou Chanet, que é francesa, de um “instrumento a serviço do governo americano” Em seu relatório, ela diz ter “ informações particularmente alarmantes” sobre as condições físicas e psicológicas nas quais os prisioneiros são mantidos. A prisão de 75 dissidentes, incluindo o poeta Raul Rivero, entre março e abril de 2003, e sentenças entre 6 e 25 anos de cadeia, geraram protestos em todo o mundo. |
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