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Cuba é fator de instabilidade na América, diz Powell
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Colin Powell, criticou o governo de Cuba nesta quinta-feira, dizendo que o regime de Havana continua tentando desestabilizar a América Latina. Powell disse que vem ocupando "altos cargos de segurança nacional há 17 anos e, durante todo esse período, Cuba tentou fazer tudo o possível para desestabilizar partes da região". O secretário também acusou Cuba de ser o único país não-democrático em todo o continente americano, onde os cidadãos são reprimidos por falar o que pensam. "(...) Acho que é importante que os que estejam comprometidos com a formação de uma comunidade democrática no hemisfério (...) falem de forma clara quando uma nação do hemisfério negar liberdade a seu povo, e quando as pessoas que expressam suas opiniões terminem na prisão (...) por longos períodos", disse. Noriega As declarações de Powell se seguiram a outras feitas pelo subsecretário de Estado para assuntos relativos ao continente americano, Roger Noriega, que recentemente manifestou a preocupação de Washington com o comportamento de Cuba. Noriega destacou que uma das preocupações americanas é a ligação, aparentemente cada vez mais estreira, entre os governos de Cuba e da Venezuela. "Aqueles que estão desestabilizando a governos democraticamente eleitos interferem em assuntos internos de outros governos e estão brincando com fogo", disse Noriega, numa clara referência a Cuba. "Acredito que Noriega estava falando as coisas como elas são", disse Powell nesta quinta-feira.
"No momento, em nosso hemisfério temos democracia em 34 das 35 nações - (democracias) com diferentes desafios (...), mas democracias, com exceção de um lugar, que é Cuba, que continua reprimindo sua gente, negando à população uma vida melhor." Noriega também disse na terça-feira que a política externa argentina para Cuba é "motivo de preocupações e decepções", e criticou o chanceler argentino, Rafael Bielsa, por ele ter se negado a se encontrar com dissidentes do regime cubano durante uma visita à ilha. Powell disse que a polêmica entre Estados Unidos e Argentina deve ser resolvida na semana que vem, durante a Cúpula das Américas que irá se realizar na cidade de Monterrey, no México. "Acho que Roger Noriega estava falando clara e diretamente, (...) sei que isso incomodou a alguns líderes argentinos e espero ver Bielsa e discutir isso com ele na segunda-feira em Monterrey", disse o secretário de Estado. Iraque Também nesta quinta-feira, Colin Powell voltou a defender a decisão americana de ir à guerra no Iraque no ano passado, dizendo que o país representava um perigo por que possivelmente possuia armas de destruição em massa. Segundo o secretário, apesar de não ter sido encontrada uma prova de que Saddam Hussein possuia tais armas ou tinha ligações com a rede extremista Al-Qaeda, foi prudente levar a ameaça a sério. Powell também disse que o Iraque chegou a ter e usou armas de destruição em massa no final dos anos 80, e se recusou durante anos a permitir que inspetores verificassem que o país não possuia mais arsenais do tipo. A defesa de Powell foi feita no mesmo dia em que um importante centro de estudos americano, o Carnegie Endowment for International Peace, acusou autoridades do governo Bush de sistematicamente manipular a ameaça das armas de destruição em massa do Iraque na contagem regressiva da guerra. |
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