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Governo cubano se irrita com medidas dos EUA
O governo cubano reagiu com irritação às medidas anunciadas pela Casa Branca na sexta-feira, que prevêem mais pressão, principalmente no embargo, sobre Cuba. Em editorial do jornal oficial Granma, o governo da ilha caribenha acusou o governo de Washington de "agir provocativa e agressivamente" e o presidente George W. Bush de estar visando aos votos dos exilados cubanos em Miami. O jornal classifica os expatriados de "máfia terrorista" que pode ser vital para a reeleição de Bush. O periódico ainda faz um alerta sobre um endurecimento ainda maior da política americana em relação a Cuba antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos em novembro de 2004. Para os editorialistas, a única resposta apropriada seria uma fé ainda maior na revolução socialista e em Fidel Castro. Enquanto isso, o ministro do Exterior cubano, Felipe Pérez Roque, disse que a visita de seu colega argentino, Rafael Bielsa, concluiu o que ele chamou de "normalização das relações" entre os dois países. Diplomacia A visita de Bielsa a Cuba serviu para restaurar a representação diplomática argentina em Cuba, que havia sido suspensa há mais de dois anos. Os dois ministros também discutiram uma ampliação da colaboração econômica, como uma das formas de ajudar Cuba a diminuir a sua dívida de quase US$ 2 bilhões com a Argentina. Além disso, os líderes teriam ainda conversado sobre formas de reforçar as relações entre Cuba e o Mercosul. As medidas anunciadas pelo governo americano na semana passada incluem o endurecimento do embargo a viagens à ilha, o combate a transferências ilegais de dinheiro para o país e uma campanha mais intensa para tentar romper o "embargo de informação" imposto pelas autoridades cubanas. 'Cuba livre' Bush disse que estava baixando medidas punitivas porque o líder cubano, Fidel Castro, havia agido "com desacato e desprezo e (com) uma nova rodada de opressão brutal que havia escandalizado a consciência mundial". O presidente americano disse que um novo órgão americano seria montado para fazer planos para o dia em que Cuba abandonasse o comunismo. "Cuba será livre", disse Bush. Analistas dizem que os votos dos 400 mil americanos de origem cubana na Flórida poderiam ser decisivos nas eleições presidenciais de 2004. A relação de Bush com os dissidentes cubanos teve seu pior momento em julho, quando o governo americano mandou de volta 15 imigrantes de Cuba depois de receber garantias de que eles não seriam executados por seqüestrarem um barco. |
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