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Atualizado às: 10 de outubro, 2003 - 16h59 GMT (13h59 Brasília)
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EUA anunciam endurecimento em relação a Cuba
Fidel Castro
Fidel Castro riu da tentativa da OEA de incentivar eleições democráticas

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anunciou nesta sexta-feira novas medidas com o objetivo aumentar a pressão sobre Cuba e, assim, estimular uma mudança de regime na ilha do Caribe.

As medidas incluem o endurecimento do embargo a viagens à ilha, o combate a transferências ilegais de dinheiro para o país e uma campanha mais intensa para tentar romper o "embargo de informação" imposto pelas autoridades cubanas.

Bush disse que medidas punitivas estavam sendo introduzidas porque o líder cubano, Fidel Castro, havia agido "com desacato e desprezo e (com) uma nova rodada de opressão brutal que havia escandalizado a consciência mundial".

O presidente americano disse que um novo órgão americano seria montado para fazer planos para o dia em que Cuba abandonasse o comunismo.

"Cuba será livre", disse Bush.

Críticas

Alguns exilados cubanos nos Estados Unidos vêm criticando o país por não ter feito mais para colocar fim à ditadura de 44 anos de Fidel Castro.

O secretário de Estado americano, Colin Powell, tem tentado atrair o apoio de outros países para trabalhar pela democratização da ilha, que nunca teve uma eleição pluralista durante o governo de Fidel Castro.

Em junho, Powell pediu a ministros das Organização dos Estados Americanos (OEA), num encontro no Chile, que acompanhassem os Estados Unidos na promoção de uma transição pacífica em Cuba.

Fidel Castro ridicularizou a idéia, dizendo que seu país teve uma transição em 1959, quando Fidel tomou o poder.

Votos decisivos

Na quinta-feira, o chefe da missão diplomática de Cuba em Washington disse que Bush deveria "parar de atuar como um caubói fora da lei" e "começar a ouvir as vozes das nações do mundo".

O enviado, Dagoberto Rodríguez, disse a repórteres que a Assembléia Geral das Nações Unidas repetidamente pediu urgência aos Estados Unidos na suspensão de seu embargo à ilha do Caribe.

Bush afirmou que vetará qualquer tentativa do Congresso de flexibilizar as sanções.

Analistas dizem que os votos dos 400 mil americanos de origem cubana na Flórida poderiam ser decisivos nas eleições presidenciais de 2004.

A relação de Bush com os dissidentes cubanos teve seu pior momento em julho, quando o governo americano mandou de volta 15 imigrantes de Cuba depois de receber garantias de que eles não seriam executados por seqüestrarem um barco.

O irmão do presidente e governador da Flórida, Jeb Bush, criticou a decisão.

Mais cedo neste ano, a prisão de 75 dissidentes pelas autoridades cubanas gerou condenação internacional.

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