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Atualizado às: 31 de janeiro, 2004 - 02h14 GMT (00h14 Brasília)
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'Morrerei com uma arma na mão', diz Fidel
Fidel Castro
O discurso de Fidel durou cerca de cinco horas

Fidel Castro acusou os Estados Unidos de tramar seu assassinato e disse que vai morrer "com uma arma na mão", em um discurso desafiador feito a ativistas contrários à globalização.

No seu pronunciamento de cinco horas de duração em Havana, o líder cubano disse que seu país está disposto a repelir uma invasão dos Estados Unidos.

"É melhor que esses idiotas não achem que nós estamos perdendo o nosso tempo (...). Este país nunca vai desistir. Nunca vai depor suas armas," afirmou.

Segundo ele, a administração Bush está planejando sua morte juntamente com exilados cubanos nos Estados Unidos.

"Homem morto"

Fidel Castro discursou a cerca de mil ativistas de várias partes do mundo contrários ao livre comércio – em particular à Área de Livre Comércio das Américas (Alca), apoiada pelos Estados Unidos.

"El Comandante", como Castro é conhecido em Cuba, disse que ele não quer uma guerra contra "o imperialismo ianque", mas alegou que o presidente americano George W. Bush se comprometeu a tentar matá-lo.

"Nós sabíamos que Bush tinha assumido um compromisso com a máfia da Fundação Cubano-Americana para me matar. Eu o acuso de fazer isso," disse o presidente, referindo-se a exilados cubanos em Miami.

"Este homem morto ainda pode falar. Este homem morto pode fazer planos. Este homem morto (...) ainda não morreu."

"Com um revólver em minha mão, eu não me importo como vou morrer, mas eu estou confiante de que se eles nos invadirem, eu vou morrer lutando", disse Castro, arrancando ruidosos aplausos do público, que incluía índios dos Andes, sem-terra brasileiros e funcionários dos correios canadenses.

CIA

Castro sobreviveu a vários complôs da CIA para assassiná-lo na década de 60.

Mas muitos cubanos agora temem que o governo americano, frustrado pelo fracasso de um embargo de 40 anos para derrubar Castro, possa tentar invadir a ilha.

Cerca de 130 mil "comitês para a defesa da revolução" e outras organizações locais foram chamadas a intensificar sua vigilância.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, criou uma comissão especial para monitorar os acontecimentos em Cuba e "faz planos para o dia feliz em que o regime de Castro não existir mais".

No início do ano, representantes do governo Bush também acusaram Cuba de tentar desestabilizar outros países latino-americanos.

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