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México e Peru retiram embaixadores de Cuba após críticas de Fidel | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O México e o Peru anunciaram a retirada de seus embaixadores de Cuba depois que o presidente Fidel Castro fez fortes críticas contra os dois países em discurso para celebrar o Dia do Trabalho. O México é tradicionalmente o mais firme aliado de Cuba na América Latina. Mas desta vez acusou o país comunista de estar interferindo em seus assuntos domésticos e também decidiu expulsar o embaixador cubano do país. O Peru justificou a retirada de seu embaixador em Havana dizendo que Fidel fez referências “ofensivas” em seu discurso. Fidel criticou países que apoiaram uma moção da ONU que censurava a situação dos direitos humanos em Cuba. Ordens O líder comunista qualificou os governos latino-americanos que apoiaram a moção de “fracotes” e disse que eles recebem ordens diretas dos Estados Unidos. Referência especial foi feita ao México, cuja reputação no cenário internacional, segundo Fidel, “se converteu em cinzas”. As relações entre Cuba e México estavam especialmente ruins nos últimos dias devido a denúncias de que membros do Partido Comunista cubano teriam entrado no México com passaportes diplomáticos e se envolvido na política interna mexicana. Após o discurso, o ministro do Exterior mexicano, Luis Ernesto Derbez, disse que as palavras de Fidel e os atos de membros do governo cubano “não devem e nem podem passar em branco”. Em seguida anunciou que estava chamando de volta seu embaixador em Havana e deu um prazo de 48 horas para o representante cubano na Cidade do México abandonar o país. O governo do Peru, por sua vez, disse que “rejeita com energia as declarações ofensivas feitas pelo chefe de Estado cubano”. |
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