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Sharon deve apresentar novo plano de retirada | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, deve apresentar um plano alternativo de retirada das tropas e assentamentos judaicos da Faixa de Gaza em três semanas. Sharon fez o anúncio ao seu gabinete em um encontro neste domingo. Há uma semana, os membros do partido de Sharon, o Likud, votaram contra o plano em um pleito interno. Após a derrota, Sharon cancelou uma visita que faria a Washington no final do mês. Segundo seus assessores, ele deve usar o tempo para fazer consultas sobre o novo plano com ministros. Novidades Nenhum detalhe foi dado sobre a nova proposta, que deve ser apresentada ao governo para votação, segundo informações da rádio do Exército israelense. O ministro do Turismo, Benny Elon, e o ministro dos Transportes, Avigdor Lieberman, ambos do partido União Nacional, saíram durante a reunião do gabinete, segundo o jornal Haaretz. Eles criticaram que o plano foi colocado na pauta do gabinete após a rejeição do Likud. Sharon disse aos ministros que deve formular o novo plano após fazer consultas e que isso deve demorar três semanas. O correspondente da BBC em Jerusalém Matthew Price disse que o primeiro-ministro ficou claramente enfraquecido após ter sido derrotado na eleição do partido, mesmo tendo recebido um firme apoio ao plano do presidente americano, George W. Bush. Plano de paz A liderança palestina voltou a pedir que o plano de paz internacional seja retomado. Os palestinos se opõem às idéias de retirada unilateral propostas por Sharon, afirmando que tal plano seria uma imposição de Israel sobre eles. O primeiro-ministro da Autoridade Palestina, Ahmed Korei, terá um encontro com a conselheira de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, ainda este mês. Será seu encontro de mais alto nível com o governo americano desde que tomou posse no fim do ano passado. No encontro, ele deve insistir que o governo americano ajude na retomada do plano de paz, que prevê a criação de um Estado Palestino até o final de 2005. Neste sábado, o presidente Bush disse a um diário egípcio que seria "difícil" conseguir um Estado palestino até 2005 dadas as atuais circunstâncias no Oriente Médio. |
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