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Annan cobra 'obrigações' de Israel e palestinos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, pediu que Israel e a Autoridade Palestina cumpram com suas obrigações para prosseguir com o processo de paz no Oriente Médio. No final de uma reunião com representantes de Estados Unidos, Rússia, União Européia e da própria ONU, em Nova York, Annan pediu que as autoridades palestinas tomem uma atitude para conter militantes rebeldes e fez um apelo para que Israel faça o máximo esforço para evitar a morte de civis. O encontro foi o primeiro do chamado quarteto do Oriente Médio desde que o presidente americano, George W. Bush, apoiou o plano unilateral do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, para retirar os assentamentos judaicos da Faixa de Gaza. O plano recebeu muitas críticas dos palestinos e dos colonos judeus. Para os palestinos, a proposta foi uma forma de acabar com o plano original de paz proposto pelo quarteto. No domingo, o plano também foi rejeitado em um referendo pelo partido Likud, que lidera a coalizão que governa Israel. Segundo o vice-primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, Sharon estaria pensando em modificar o plano para conseguir sua aprovação. Divergências Os membros do quarteto já manifestaram visões diferentes sobre a proposta do primeiro-ministro de Israel. Enquanto os Estados Unidos argumentam que Israel não precisa se retirar totalmente dos territórios palestinos que ocupa, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, diz que a retirada de Gaza, sugerida por Sharon, é bem-vinda apenas como parte de um processo amplo de paz. Na segunda-feira, cerca de 50 ex-diplomatas americanos apresentaram uma carta ao presidente Bush protestando contra a política adotada pelo governo em relação ao Oriente Médio. Na carta, divulgada pela agência de notícias Reuters, os ex-diplomatas dizem que a postura assumida por Bush faz com que os Estados Unidos percam credibilidade, prestígio e amigos. Os ex-diplomatas criticaram especialmente o que qualificaram de apoio "inconseqüente" de Washington ao primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, e manifestaram preocupação com o respaldo de Bush à última proposta de paz do premiê. A carta divulgada pelos ex-diplomatas é semelhante à apresentada por 53 ex-diplomatas da Grã-Bretanha na semana passada ao premiê britânico Tony Blair. De acordo com o correspondente da BBC em Washington Jon Leyne, funcionários do governo que apóiam Sharon podem argumentar que o Departamento de Estado americano sempre manteve uma postura mais cética em relação a Israel. O próprio primeiro-ministro israelense sempre preferiu negociar diretamente com a Casa Branca em vez de dialogar com representantes do departamento. |
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