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Likud rejeita plano de Sharon para retirada da Faixa de Gaza | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os primeiros resultados da apuração de votos em Israel sugerem que o primeiro-ministro, Ariel Sharon, não conseguiu convencer seu partido, o Likud, a apoiar seus planos de retirar soldados e assentamentos da Faixa de Gaza. Cerca de 60% dos membros do Likud teriam votado contra o plano, enquanto apenas 40% teria apoiado a proposta. Antes da votação Sharon deixou claro que ele pretende levar a votação para o parlamento, independente do resultado deste domingo. Correspondentes afirmam que esta foi uma das piores derrotas de sua carreira política e o resultado da votação deixaria a política israelense tumultuada, podendo levar até a eleições antecipadas. Sharon alertou antes que a rejeição de sua proposta poderia derrubar o governo e prejudicar o relacionamento de Israel com os Estados Unidos, já que o plano foi aprovado pelo presidente americano George W. Bush. O comparecimento de membros do partido teria sido baixo, com apenas 35% dos 193 mil membros participando da votação. Violência O domingo de votação marcado por violência. Helicópteros israelenses lançaram um ataque com mísseis contra um prédio na cidade de Gaza horas depois de atiradores palestinos terem matado uma israelense grávida e suas quatro filhas. Os mísseis atingiram um prédio de 12 andares, sede uma estação de rádio ligada ao grupo militante islâmico Hamas. Fontes militares israelenses afirmam que a rádio Aqsa estava transmitindo mensagens de incitamento ao ódio. Segundo informações uma pessoa ficou ferida. Horas antes uma mulher grávida de oito meses e suas filhas de 11, nove, sete e dois anos foram mortas no que os militares israelenses apontaram como sendo uma emboscada na estrada entre Gaza e Gush Katif, no sul da Faixa de Gaza. Os dois atiradores palestinos responsáveis pela emboscada foram mortos por soldados israelenses. O ataque em que mãe e filhas foram mortas ocorreu perto do local onde fica um dos assentamentos que seria afetado pelo plano de retirada de soldados e colonos proposto por Ariel Sharon. A mulher seria moradora de um assentamento próximo e em seu carro havia um adesivo de oposição ao plano de Sharon que dizia "não sairemos daqui". O plano de Sharon prevê a saída de soldados israelenses da área, assim como o desmantelamento de assentamentos judeus. De acordo com o plano, a maioria dos 400 mil assentamentos judeus em áreas que foram ocupadas dos palestinos, na Cijordânia e ao leste de Jerusalém permaneceriam intocados. Uma explosão ocorreu na cidade de Nablus, na Cisjordânia. Fontes palestinas e israelenses afirmam que quatro militantes foram mortos quando seu carro foi atingido por um míssil, disparado de uma aeronave israelense. Entre os mortos estariam integrantes importantes do grupo militante palestino Brigada dos Mártires de Al-Aqsa. |
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