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Atualizado às: 18 de abril, 2004 - 04h40 GMT (00h40 Brasília)
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Análise: A política de 'assassinatos seletivos' de Israel
Local do ataque contra o xeque Ahmed Yassin, em março
Israel matou líder espiritual do Hamas há menos de um mês
Israel vem matando aqueles que consideram ser uma ameaça à sua segurança há décadas, mas nos últimos anos, esse expediente tem sido mais usado, como parte das tentativas do governo para acabar com os ataques suicidas.

Desde o início da atual intifada palestina, em setembro de 2000, dezenas de militantes de grupos como o Hamas e o Jihad Islâmico foram mortos.

Esses "assassinatos seletivos", como são chamados em Israel, eram descritos por autoridades israelenses três anos atrás como "raros e excepcionais".

Hoje, os alvos incluem de supostos militantes suicidas a líderes como o xeque Ahmed Yassin, o líder espiritual do Hamas, morto há três semanas e Abdel-Aziz Rantissi, líder do grupo em Gaza, assassinado neste sábado.

Inocentes

Essas ações podem ser executadas por amplas forças militares, pequenas equipes, indivíduos ou por meio de mísseis disparados de helicópteros.

Ataques aéreos freqüentemente resultam na morte de pessoas inocentes que estejam nos arredores do alvo.

De acordo com um recente relatório de uma organização não-governamental palestina, mais de 150 palestinos já foram deliberadamente escolhidos como alvos e mortos por Israel. Nas ações para matá-los, mais de 60 pessoas inocentes morreram.

A política de "assassinatos seletivos" se tornou um dos pontos mais polêmicos do plano de paz apoiado por Estados Unidos, União Européia, ONU e Rússia, no ano passado.

À ocasião, líderes palestinos se comprometeram a honrar um cessar-fogo se Israel parasse com os assassinatos.

No entanto, autoridades israelenses alegaram que tinham o direito de atacar militantes que eles consideravam perigosos uma vez que as forças palestinas não conseguiam impedir ataques suicidas.

A política recebeu várias críticas, principalmente da União Européia e dos países árabes. O governo americano já disse que os assassinatos "não ajudam", mas nunca os condenou.

Israel, por sua vez, diz que a tática é legítima porque os seus alvos estão diretamente envolvidos no planejamento e execução de ataques a cidadãos israelenses.

No entanto, a experiência mostra que o êxito de um "assassinato seletivo" costuma ser seguido por mais violência por parte dos palestinos.

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