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Sharon estuda mudança em plano de retirada, diz vice | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O vice-primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse nesta segunda-feira que Ariel Sharon pode modificar o plano de retirada das tropas e assentamentos judaicos da Faixa de Gaza, que foi rejeitado por seu próprio partido. Segundo Olmert, Sharon teria dito aos parlamentares do Likud que pode criar uma emenda para tentar levar o plano adiante. "O primeiro-ministro disse que 'nós temos de pensar em um plano juntos, talvez não um idêntico ao outro, para podermos seguir em frente'", acrescentou Olmert. Sharon também disse aos parlamentares do seu partido que eles terão de lidar com decisões difíceis a partir de agora, mas que ele não vai renunciar. De acordo com os resultados finais da votação, 59,5% dos membros do partido votaram contra a proposta de Sharon. Sem desistir A proposta de Sharon prevê a retirada das tropas israelenses e dos cerca de 7,5 mil colonos judeus que vivem na Faixa de Gaza. O premiê disse que vai respeitar o resultado da votação, mas deixou claro que não pretende desistir do plano. Sharon declarou que vai consultar o Likud e os outros partidos da coalizão de governo nos próximos dias. Nesta segunda-feira, o primeiro-ministro também sobreviveu, sem maiores problemas, a um voto de desconfiança no Parlamento israelense. Na noite de domingo, a Casa Branca declarou que mantém o apoio ao plano de Sharon para a Faixa de Gaza. Futuro Um correspondente da BBC em Jerusalém disse que Sharon deve tentar a aprovação de seu gabinete e do Parlamento para continuar com o plano. Segundo o correspondente, Sharon pode até demitir ministros que ele considera culpados pela derrota no referendo. Há especulações de que o primeiro seria o ministro das Finanças, Benjamin Netanyahu. Sharon pode também decidir em criar uma nova lei que permita um referendo nacional sobre o plano de retirada, que tem o apoio da maioria dos israelenses. Nesta segunda-feira, colonos israelenses começaram a construção de 22 casas para a ampliação do assentamento de Neve Dekalim, na Faixa de Gaza. |
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