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Rumsfeld deve se desculpar por abusos no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, deve pedir desculpas por não ter mantido o Congresso informado sobre o abuso de prisioneiros iraquianos por soldados americanos, de acordo com fontes em Washington. Autoridades que pediram para não ter seus nomes revelados afirmaram que Rumsfeld vai pedir a criação de um inquérito independente sobre a atuação do Pentágono no caso. O secretário comparece perante a comissão para Forças Armadas do Senado americano nesta sexta-feira, para responder a perguntas sobre o escândalo de abuso de prisioneiros iraquianos. O depoimento a senadores e na comissão para Forças Armadas da Câmara dos Representantes pode decidir se Rumsfeld permanece ou não no cargo. Bronca de Bush Na quinta-feira, assessores de George W. Bush disseram que o presidente reclamou com Rumsfeld por não ter sido informado sobre as fotografias que mostraram maus-tratos a prisioneiros iraquianos. Apesar disso, o presidente rejeitou pedidos para demitir o secretário da Defesa. O correspondente da BBC em Washington, Justin Webb, disse que o estilo cáustico de Rumsfeld rendeu-lhe muitos inimigos no legislativo americano, e ele provavelmente sofrerá intenso escrutínio. Webb diz que espera-se que o secretário da Defesa demonstre algum arrependimento por não ter, mesmo privadamente, mantido o Congresso informado sobre o escândalo. O caso provocou indignação internacional, particularmente nos países árabes, e o presidente Bush pediu desculpas na quinta-feira pelas ações de alguns soldados americanos. Bush recebeu o Rei Abdullah, da Jordânia, e disse aos repórteres na Casa Branca que disse ao mandatário que lamentava "a humilhação sofrida pelos prisioneiros e a humilhação sofrida por suas famílias". |
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