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EUA ainda estão vulneráveis a ataques, diz Bush | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente americano, George W. Bush, admitiu - segundo alguns analistas, de forma mais clara do que já havia feito antes - que os Estados Unidos continuam "vulneráveis" a ataques terroristas. "A Al-Qaeda ainda existe e nos odeia", afirmou ele, complementando que seu governo está trabalhando "horas extras" para proteger o país. Bush fez a afirmação depois que ele e seu vice-presidente, Dick Cheney, responderam as perguntas feitas pela comissão independente que investiga a atuação do governo em relação aos atentados de 11 de setembro de 2001. O presidente americano e seu vice foram questionados por mais de 2 horas pelos membros da comissão. Bush disse que preferia não "entrar em detalhes" sobre o que foi dito, mas afirmou que a conversa foi positiva e que ele ficou satisfeito por tê-la realizado. Ainda segundo Bush, a comissão estava interessada "em sugestões para proteger os Estados Unidos". E ele acrescentou: "Fiquei impressionado com as perguntas". O presidente foi criticado pela oposição por ter realizado o encontro junto com seu vice e por não ter permitido que ele foi gravado ou feito sob juramento. "Se tivéssemos algo para esconder não teríamos feito (a reunião) em primeiro lugar", respondeu Bush. Perguntas A reunião reservada foi realizada na Casa Branca. Acredita-se que a comissão perguntou a Bush o que lhe foi dito sobre a ameaça terrorista antes dos ataques de 11 de setembro e quais foram as ações tomadas por ele a esse respeito. Cerca de 3 mil pessoas morreram nos atentados em que integrantes da rede Al-Qaeda, de Osama bin Laden, sequestraram aviões e os dirigiram contra o World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, em Washington. Prioridades No mês passado, o ex-assessor de Bush para o combate ao terrorismo Richard Clarke afirmou que o combate à Al-Qaeda não era tão prioritário para o governo Bush como havia sido durante a administração de Bill Clinton. Como conseqüência, um memorando sobre as atividades da Al-Qaeda nos Estados Unidos apresentado a Bush um mês antes do 11 de setembro foi divulgado ao público. A Casa Branca sempre sustentava que nunca havia recebido informações específicas de que a Al-Qaeda estivesse planejando um ataque dentro do país. A comissão independente, composta por cinco democratas e cinco republicanos, também deve ter tentado descobrir se o presidente deu ordens a pilotos militares para que derrubassem os aviões sequestrados no 11 de Setembro. O presidente foi amplamente aconselhado por assessores da Casa Branca sobre o que deveria falar na reunião, na qual foi acompanhado por um advogado. A comissão deve apresentar o seu relatório completo no final de julho. |
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