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Novo premiê espanhol dá 50% dos ministérios a mulheres | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O novo primeiro-ministro da Espanha, o socialista José Luis Rodriguez Zapatero, assumiu o cargo formalmente neste sábado com o compromisso de reverter o "machismo" com o qual o país é associado. Seu primeiro ato depois de ser oficializado premiê foi uma visita não apenas a feridos pelos atentados de 11 de março, mas também a uma mulher vítima de violência doméstica. Na segunda-feira, Zapatero deve ter seu primeiro encontro formal com seus 16 novos ministros, dos quais a metade é formada por mulheres, um número alto mesmo para padrões internacionais. A sua vice-primeira-ministra também é mulher, María Teresa Fernández de la Vega. Além disso, o primeiro-ministro propõe uma mudança na Constituição do país para acabar com a vantagem dos filhos homens na sucessão pelo trono da Espanha, possibilitando que as herdeiras primogênitas possam se tornar chefes de Estado do país. E, o mais importante, o primeiro-ministro quer combater os níveis alarmantes de violência doméstica no país. Quase todas as semanas na Espanha, uma mulher é morta por seu parceiro. Milhares mantêm relações em que são abusadas porque não têm para onde ir. Zapatero disse que vai apresentar novos projetos de lei para protegê-las. O primeiro-ministro brinca que, no passado, era o estereótipo de um "macho" espanhol, que esperava ter um herdeiro homem para carregar o nome da família. Isso até se casar e ter duas filhas. Agora, diz ele, não mudaria nada quanto a isso. |
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