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Atualizado às: 15 de março, 2004 - 02h03 GMT (23h03 Brasília)
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Perfil: O Líder socialista espanhol
Jose Luis Zapatero
Zapatero é tido como cortês e sofisticado
José Luis Rodriguez Zapatero deverá se tornar o novo primeiro-ministro da Espanha depois de levar o seu partido a uma vitória inesperada.

Neto de um soldado do Exército republicano morto durante a guerra civil, Zapatero se juntou ao Partido Socialista (PSOE) ainda adolescente, em 1979.

Ele subiu rápido e se tornou o mais jovem parlamentar espanhol em 1986.

Na época, o Partido Socialista estava no poder e unido por trás do carismático Felipe Gonzalez. Mas quando Zapatero se tornou líder do partido em 2000, o grupo estava dividido e desorganizado.

O conservador Partido Popular (PP) tinha acabado de vencer mais uma eleição, e os socialistas ainda estavam manchados pelos escândalos de corrupção e altas taxas de desemprego que haviam caracterizado o regime deles.

A coisa certa?

O líder de 43 anos é visto como cortês e sofisticado – mas alguns questionam a sua capacidade para mudar o destino do partido.

Nas eleições regionais do ano passado, os socialistas não conseguiram tirar vantagem do descontentamento da população com o governo por causa da maneira como lidou com o derramamento de óleo do Prestige e também por causa do apoio à guerra no Iraque.

O PSOE ganhou mais votos que o PP, mas não conseguiu ter o grande ganho que muitos de seus simpatizantes esperavam.

Pior ainda, em 2003 o PSOE perdeu a maioria que tinha na Assembléia regional em Madri – depois de um escândalo que levou alguns eleitores a pensar que o partido havia voltado ao velho hábito.

Zapatero foi criticado por não saber lidar com a crise em Madri, e tem tido dificuldades para impor unidade entre os membros do partido.

Recentemente, um importante integrante do PSOE criticou a decisão de Zapatero de apoiar os nacionalistas na Catalunha, que estavam pressionando por uma revisão do status da região.

Quando a guerra no Iraque não estava mais na mente dos eleitores e o Partido Popular passou a realçar os avanços econômicos na Espanha nos últimos oito anos, Zapatero passou a oferecer moradia mais barata, uma grande expansão na educação, ajuda estatal para promover a criação de empregos e compreensão aos nacionalistas das regiões espanholas.

Mas depois dos devastadores ataques em Madri – e uma fita de vídeo na qual Al-Qaeda supostamente assume responsabilidade pelas explosões – os eleitores espanhóis se voltaram contra o Partido Popular que havia levado o país a uma guerra nada popular.

E a maneira como o governo lidou com as investigações iniciais dos ataques pode ter lhe custado as eleições.

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