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Após apoio de Bush, UE rejeita 'mudanças unilaterais' de Israel | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A União Européia se posicionou contrária a mudanças unilaterais nas fronteiras do Oriente Médio, após o presidente americano, George W. Bush, ter dito que Israel poderia manter parte da terra árabe ocupada desde 1967. "A União Européia não vai reconhecer nenhuma mudança nas fronteiras de 1967, além das que forem acertadas entre ambas as partes", disse o ministro das Relações Exteriores da Irlanda, Brian Cowen, em um comunicado em nome da Presidência da União Européia. Cowen lembrou também que o "mapa da paz internacional para o Oriente Médio", plano apresentado por União Européia, EUA, Rússia e ONU, mas que não foi levado à frente por Israel, prevê que qualquer acordo entre israelenses e palestinos "deva incluir uma solução justa e realista para o assunto dos refugiados". Ministros das Relações Exteriores da União Européia vão discutir detalhes sobre o encontro entre o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, e o presidente George W. Bush, ocorrido na quarta-feira. Coordenação O responsável pela política externa da União Européia, Javier Solana, elogiou as propostas de Sharon de retirar os assentamentos de Gaza, mas disse que Israel deve coordenar a devolução com a Autoridade Palestina para que ela aconteça de forma ordenada. Ele convocou uma reunião entre os quatro parceiros (União Européia, Estados Unidos, Rússia e ONU) para examinar os detalhes do plano de Sharon. O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Kofi Annan, disse que o apoio manifestado pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ao plano de paz "parece ignorar as negociações entre isralenses e palestinos". Segundo Annan, um acordo de paz deve ser baseado em resoluções relevantes do Conselho de Segurança da ONU. Perigo O presidente da França, Jacques Chirac, criticou, veementemente, as propostas de Ariel Sharon. Segundo Chirac, os planos do governo israelense poderão lançar um "precedente perigoso sob a lei internacional". Ele disse que qualquer acordo de paz entre palestinos e israelenses deve ser negociado e não imposto. Um porta-voz da Liga Árabe descreveu o apoio do presidente Bush a Sharon como "perigoso e sem fundamento legal", o que poderia, segundo ele, "reforçar a ocupação de Israel". A Rússia declarou que a retirada da Faixa de Gaza será "bem-vinda" sob a condição de que levará a outras medidas para implementar as resoluções da ONU. |
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