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'Ladrões de bebê' são condenados na Argentina | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um tribunal da Argentina condenou dois oficiais da polícia por planejar o roubo de um bebê de prisioneiros políticos que, depois, desapareceram, possivelmente assassinados. Os crimes ocorreram na chamada “guerra suja” na Argentina, durante a ditadura militar no país (1976-1983). Esta é a primeira vez que a Justiça argentina condena policiais que ocupavam postos importantes durante a ditadura pelo crime de roubar bebês, e a decisão pode abrir um precedente importante no país. Grupos de defesa dos direitos humanos dizem que até 30 mil pessoas morreram ou desapareceram durante o regime militar argentino. Anistia Os policiais, Miguel Etchecolatz e Jorge Berges, foram condenados a sete anos de prisão. Os dois foram considerados culpados de ter organizado o roubo da filha de um casal de prisioneiros uruguaios, em 1977. Mulheres que dessem à luz enquanto estavam sob custódia policial nos anos de ditadura argentina freqüentemente tinham seus bebê roubados e entregues a militares, que os criavam como seus próprios filhos. Acredita-se que cerca de 400 crianças tenham sido roubadas dessa forma, sendo que 72 foram depois identificadas. De acordo com o correspondente da BBC em Buenos Aires Elliott Gotkine, em um aparente sinal de reconhecimento da seriedade desses crimes, tribunais argentinos não aceitaram que o perdão pelo roubo de bebês fosse incluído nas leis de anistia em vigor no país. Vários processos com base nesse crime já foram abertos contra ex-líderes do governo militar. |
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