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UE promete acordo para Constituição até junho | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Líderes dos países-membros da União Européia reunidos em Bruxelas, na Bélgica, marcaram para meados de junho o prazo para chegarem a um acordo para uma Constituição do bloco. As negociações sobre o assunto fracassaram no ano passado em meio a divergências sobre o direito de voto dos países. "O clima mudou", declarou o primeiro-ministro da Irlanda, Bertie Ahern, que ocupa a Presidência rotativa da União Européia. Na cúpula, os líderes europeus também concordaram em adotar uma série de medidas de segurança para impedir que novos atentados ocorram no continente, entre elas a indicação de um coordenador antiterrorismo. O holandês Gijs de Vries deve começar seu trabalho no cargo na segunda-feira, reunindo informações de inteligência dos diversos países do grupo. Poder O esboço de Constituição foi formulado para permitir que a União Européia funcione sem problemas com o ingresso, no bloco, de dez novos países-membros, em maio. Mas as conversações fracassaram em dezembro por causa da disputa entre Alemanha e França de um lado e Polônia e Espanha do outro. A Polônia e a Espanha conseguiram poderes desproporcionais a suas populações pelo Tratado de Nice e se opunham a um sistema na Constituição proposta que dá mais poder aos países maiores. "Todos nós queremos ver uma nova Constituição o mais cedo que pudermos", disse Ahern, depois de reunião com os líderes dos 15 países hoje no bloco e dos dez que devem entrar oficialmente em maio. Ahern disse que os líderes se comprometeram de maneira unânime em chegar a um acordo até seu próximo encontro de cúpula, nos dias 17 e 18 de junho. O momento decisivo, segundo correspondentes, foi a surpreendente vitória da oposição espanhola nas eleições depois dos atentados a bomba que mataram cerca de 190 pessoas. Zapatero O primeiro-ministro eleito da Espanha, José Luís Rodriguez Zapatero, tem adotado um tom mais conciliatório na questão do que seu predecessor, José María Aznar. Na quinta-feira, o ministro do Exterior da Polônia, Wlodzimierz Cimoszewicz, disse pela primeira vez que seu país não descarta "a possibilidade de um entendimento" baseado no que está proposto no esboço da Constituição. Mas o correspondente da BBC, Chris Morris, afirma que ainda há muito trabalho pela frente. Mesmo que os líderes tenham sucesso em junho, o tratado constitucional ainda tem que ser ratificado por todos os países-membros antes de se tornar lei, diz Morris. |
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