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Atualizado às: 26 de março, 2004 - 00h25 GMT (21h25 Brasília)
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UE decide adotar medidas antiterrorismo
Trem destruído em atentado em Madri em 11 de março
Atentados em Madri fizeram com que a questão da segurança fosse o principal tema da reunião
Líderes de países da União Européia (UE) concordaram nesta quinta-feira em adotar uma série de medidas de segurança para impedir que novos atentados ocorram no continente, entre eles a indicação de um coordenador antiterrorismo.

O holandês Gijs de Vries, deve começar seu trabalho no cargo na segunda-feira, reunindo informações de inteligência dos diversos países do grupo.

A cúpula da UE, que continua nesta sexta-feira, está sendo dominada por assuntos de segurança em reflexo dos atentados de 11 de março em Madri, em que quase 200 pessoas morreram.

Entre as novas medidas que devem ser implementadas pelos países-membros está o monitoramento de ligações de telefone celular e a adoção de um mandado de prisão unificado.

Tarefa difícil

“A ameaça do terrorismo é uma ameaça à nossa segurança, à nossa democracia e ao nosso estilo de vida na União Européia”, disse o primeiro-ministro Bertie Ahern, da Irlanda – país que ocupa a presidência rotativa do grupo.

“Nós vamos fazer tudo a nosso alcance para proteger nosso povo dessa ameaça.”

Os 25 líderes dos atuais e futuros países-membros da UE - organização que será expandida em maio - concordaram com duas medidas básicas:

  • Implementar medidas antiterrorismo que já haviam sido aceitas por todos, como a adoção do mandado de prisão pan-europeu, a harmonização das penas para crimes de terrorismo e o congelamento dos bens dos grupos banidos;
  • Manter registros de telecomunicação, incluindo de ligações de telefone celular, por um tempo mínimo, a fim de permitir que as agências de inteligência possam rastrear essas chamadas;
  • Ampliar as medidas de segurança nos portos.

De acordo com o correspondente da BBC em Bruxelas William Horsley, convencer os países da União Européia a dividir informações consideradas mais sensíveis não será uma tarefa fácil.

Conflitos

Os membros do grupo também têm divergências quanto à forma como se deve reagir aos atentados que sejam atribuídos a militantes islâmicos, e quanto a como deve ser tratada a crescente população muçulmana da Europa.

O chefe de política externa da União Européia, Javier Solana, disse antes do início do encontro que mais precisa ser feito para combater os fatores que geram o terrorismo.

Ele citou os problemas envolvendo israelenses e palestinos e a disputa na Caxemira entre Índia e Paquistão como dois desses fatores.

“Eles são dois conflitos que não avançam nem diminuem e que, sem dúvida alguma, têm muito a ver com a atmosfera de terrorismo em que nós estamos vivendo hoje, de forma que tentar resolver esses problemas é algo obrigatório”, disse.

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