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Líderes mundiais homenageiam vítimas de Madri | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Líderes mundiais se juntaram ao rei Juan Carlos e aos parentes das vítimas dos atentados em Madri nesta quarta-feira para uma cerimônia religiosa em homenagem às 190 pessoas mortas nos ataques do último dia 11. Durante o memorial na Catedral Almudena, na capital espanhola, o rei Juan Carlos chorou abertamente e cumprimentou pessoalmente alguns dos parentes das vítimas. Uma enorme faixa branca, com uma fita de luto, foi pendurada no teto da catedral. No lado de fora do local da cerimônia, uma multidão se reuniu em silêncio para assistir ao memorial em telões. A cerimônia foi o primeiro funeral com honras de Estado para pessoas que não pertencem à família real na história da nova democracia espanhola, restaurada depois da morte do ditador Francisco Franco, em 1975. Diplomacia Além da família real espanhola, a cerimônia também contou com a presença do secretário de Estado americano, Colin Powell, do presidente da França, Jacques Chirac, do chanceler alemão, Gerhard Schröder, e do primeiro-ministro britânico, Tony Blair. Os líderes mundiais também aproveitam a visita a Madri para iniciar diálogos com o primeiro-ministro eleito da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, líder do partido vitorioso nas eleições realizadas três dias após os atentados. Zapatero já afirmou várias vezes que não pretende rever ou reverter seus planos de retirar as tropas espanholas do Iraque. Depois de sua surpreendente vitória, há dez dias, Zapatero – que está empenhado em formar sua nova coalizão de governo – fez duras críticas à política da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos e disse que a guerra e a ocupação do Iraque são desastrosas. O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, deve tentar convencer Zapatero de que sua preocupação com o Iraque pode ser levada em conta e que a Espanha pode continuar parte da coalizão para ajudar a levar segurança à população iraquiana. No final desta semana, uma reunião de cúpula de líderes da União Européia deve ser dominada pela discussão do combate ao extremismo e pela situação do Iraque. De acordo Mike Wooldridge, correspondente da BBC em Madri, a tensão diplomática é grande nos bastidores dos encontros na Espanha e a expectativa é ainda maior diante da possibilidade de que sejam tomadas decisões que podem afetar a Europa, o Iraque e as relações transatlânticas. |
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