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Protestos marcam aniversário da ofensiva no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Milhares de pessoas participaram de manifestações de protesto em várias partes do mundo neste sábado, no primeiro aniversário do início da ofensiva militar no Iraque. Em Nova York, milhares de pessoas saíram em passeata pelo centro de Manhattan. Manifestações semelhantes ocorreram em outras cidades americanas. Na Europa, um dos maiores atos de protesto ocorreu na capital italiana, Roma, onde cerca de 300 mil pessoas acabaram congestionando o trânsito. Na capital espanhola, Madri, uma passeata saiu da Plaza de Neptuno, perto da estação de Atocha, onde ocorreu a pior explosão da série de atentados que matou 202 pessoas no dia 11 de março. Vários manifestantes carregavam faixas exigindo a retirada dos soldados espanhóis do Iraque - mais de mil militares da Espanha permanecem no país. Em Londres, estima-se que 25 mil pessoas participaram de marcha contra a guerra no Iraque. A guerra teve o apoio do primeiro-ministro britânico Tony Blair. Dois ativistas do grupo ambientalista Greenpeace escalaram a torre do famoso relógio Big Ben, junto ao Parlamento, despertando temores sobre a segurança dos monumentos mais conhecidos da cidade, supostamente guardados com rigor para prevenir ataques de grupos extremistas. Na América Latina, foram realizados protestos no Brasil, Chile e Venezuela. Segurança Em Nova York e Chicago - onde ocorreram dois dos maiores atos públicos contra a ofensiva no Iraque nos Estados Unidos - o esquema de segurança foi reforçado. "Eu apóio os soldados, eu só não apóio a guerra", disse uma manifestante cujo filho foi morto no conflito. Em Roma, a tropa de choque acompanhou a manifestação, que ocorreu pacificamente. Um caminhão trazia uma caricatura do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, representado como o cachorrinho do presidente americano George W. Bush. Na capital da Hungria, Budapeste, manifestantes que portavam tochas acesas se alinharam para formar um símbolo de paz na Praça dos Heróis e pediram o retorno dos soldados húngaros no Iraque. Na Ásia, foram registrados protestos na Austrália, Nova Zelândia, Filipinas, Tailândia e Hong Kong. Milhares de australianos saíram às ruas para pedir a volta dos dois mil soldados australianos em serviço no Iraque. Em Tóquio, pelo menos 30 mil pessoas participaram de um ato público contra o envolvimento do Japão na ocupação do Iraque – o país enviou mil soldados ao país, a maior operação militar japonesa no exterior desde a Segunda Guerra. |
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