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Protestos marcam aniversário da ofensiva no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Milhares de manifestantes participam neste sábado de manifestações em várias cidades do mundo, num dia de protestos contra a ofensiva militar contra o Iraque. Uma das maiores passeatas acontece em Roma, onde dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas. Ações semelhantes foram programadas em outras capitais européias, como Londres e Madri. Em Londres, dois ativistas do grupo ambientalista Greenpeace escalaram o Big Ben, a torre do relógio do Parlamento britânico, para marcar o protesto contra o apoio do governo de Tony Blair à ação militar. Estados Unidos As manifestações, que ocorrem no primeiro aniversário do início da ofensiva, começaram na sexta-feira com protestos em várias cidades americanas, entre elas São Francisco. Nos Estados Unidos, os maiores protestos estão previstos para as cidades de Nova York, Chicago e, novamente, São Francisco. Nas marchas, os manifestantes americanos devem pedir o retorno das tropas que permanecem no Iraque. Um porta-voz da ONG Unidos pela Paz e Justiça, que está organizando as passeatas nos Estados Unidos, disse que, agora, está claro que a justificativa para o início da guerra foi exagerada. Ele também disse que, depois da morte de tantos soldados e civis iraquianos, este é o momento de retirar as tropas do Iraque. Mas, nesta sexta-feira, em um discurso marcando o primeiro aniversário da ofensiva, o presidente americano George W. Bush disse que o afastamento de Saddam Hussein do poder no Iraque acabou com uma fonte de instabilidade e violência no Oriente Médio. O presidente americano reforçou a importância de uma frente unida no que chama de "guerra contra o terror", dizendo que essa guerra é "um objetivo inescapável da nossa geração". Durante o protesto na Austrália neste sábado, algumas pessoas criticaram o primeiro-ministro, John Howard, por apoiar os Estados Unidos na ofensiva e enviar soldados ao Iraque. Em Tóquio, pelo menos 30 mil pessoas participaram de um ato público contra o envolvimento do Japão na ocupação do Iraque – o país enviou mil soldados ao país, a maior operação militar japonesa no exterior desde a Segunda Guerra. Outros protestos na Ásia ocorreram nas Filipinas, Tailândia e em Hong Kong. |
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