BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 18 de março, 2004 - 04h27 GMT (01h27 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Republicano diz que Espanha cedeu a 'terroristas'
Dennis Hastert, presidente da Câmara dos Representantes dos EUA
Para o correspondente da BBC, posição de Hastert não deve ter o respaldo da Casa Branca
Um dos mais importantes representantes do Partido Republicano no Congresso americano criticou nesta quarta-feira a Espanha por ter decidido afastar do poder o Partido Popular do premiê José María Aznar, nas eleições realizadas no último fim de semana.

Analistas acreditam que a derrota de Aznar, que apóia os Estados Unidos em sua intervenção militar no Iraque, representou um golpe para o presidente George W. Bush, que neste ano tenta a reeleição.

O presidente da Câmara dos Representantes, Dennis Hastert, acusou os espanhóis de estarem cedendo aos terroristas ao dar a vitória ao Partido Socialista Operário Espanhol e seu líder, José Luis Rodríguez Zapatero - que cogita a possibilidade de tirar as tropas espanholas do Iraque.

"Eis um país que se posicionou contra o terrorismo e enfrentou um imenso ato terrorista, e então decidiu mudar seu governo para, de certa maneira, acalmar terroristas", disse o político republicano.

Kerry

De acordo com Justin Webb, correspondente da BBC em Washington, Hastert manifestou publicamente uma visão defendida por muitos republicanos de forma reservada.

No entanto, Webb acha que a declaração de Hastert não deve receber o respaldo da Casa Branca, que espera de alguma forma manter a atual aliança com a Espanha mesmo com a mudança de governo.

News image
 Se você rever os fatos da história e analisar as situações em que foi necessário que as pessoas (...) se mobilizassem contra várias ameaças, ceder simplesmente não funcionou.
Richard Myers, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas americanas

Outro líder republicano, Henry Hyde, descreveu o resultado das eleições na Espanha como uma vitória para a Al-Qaeda.

O pré-candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, John Kerry, não chegou a criticar a decisão do povo espanhol.

No entanto, Kerry pediu nesta quarta-feira que o futuro primeiro-ministro espanhol reconsidere a possibilidade de retirar as tropas do Iraque.

Myers

Outra autoridade americana que manifestou sua preocupação com o resultado das eleições espanholas foi o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas americanas, general Richard Myers.

Ele disse que cada país deve tomar suas próprias decisões no tocante à chamada "guerra contra o terror", mas advertiu que, nessa "guerra", a neutralidade não é uma opção.

"Se você rever os fatos da história e analisar as situações em que foi necessário que as pessoas (...) se mobilizassem contra várias ameaças, ceder (ao oponente) simplesmente não funcionou", disse ele.

"A fraqueza é provocativa", completou.

O primeiro-ministro eleito da Espanha disse que sua posição no Iraque continua a mesma, apesar do apelo feito por Bush para que o país não retire seus 1,3 mil soldados do Iraque.

José Luis Zapatero insiste que as tropas irão voltar para a Espanha se, até junho, as Nações Unidas não intervierem no país.

NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade