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Republicano diz que Espanha cedeu a 'terroristas' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um dos mais importantes representantes do Partido Republicano no Congresso americano criticou nesta quarta-feira a Espanha por ter decidido afastar do poder o Partido Popular do premiê José María Aznar, nas eleições realizadas no último fim de semana. Analistas acreditam que a derrota de Aznar, que apóia os Estados Unidos em sua intervenção militar no Iraque, representou um golpe para o presidente George W. Bush, que neste ano tenta a reeleição. O presidente da Câmara dos Representantes, Dennis Hastert, acusou os espanhóis de estarem cedendo aos terroristas ao dar a vitória ao Partido Socialista Operário Espanhol e seu líder, José Luis Rodríguez Zapatero - que cogita a possibilidade de tirar as tropas espanholas do Iraque. "Eis um país que se posicionou contra o terrorismo e enfrentou um imenso ato terrorista, e então decidiu mudar seu governo para, de certa maneira, acalmar terroristas", disse o político republicano. Kerry De acordo com Justin Webb, correspondente da BBC em Washington, Hastert manifestou publicamente uma visão defendida por muitos republicanos de forma reservada. No entanto, Webb acha que a declaração de Hastert não deve receber o respaldo da Casa Branca, que espera de alguma forma manter a atual aliança com a Espanha mesmo com a mudança de governo.
Outro líder republicano, Henry Hyde, descreveu o resultado das eleições na Espanha como uma vitória para a Al-Qaeda. O pré-candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, John Kerry, não chegou a criticar a decisão do povo espanhol. No entanto, Kerry pediu nesta quarta-feira que o futuro primeiro-ministro espanhol reconsidere a possibilidade de retirar as tropas do Iraque. Myers Outra autoridade americana que manifestou sua preocupação com o resultado das eleições espanholas foi o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas americanas, general Richard Myers. Ele disse que cada país deve tomar suas próprias decisões no tocante à chamada "guerra contra o terror", mas advertiu que, nessa "guerra", a neutralidade não é uma opção. "Se você rever os fatos da história e analisar as situações em que foi necessário que as pessoas (...) se mobilizassem contra várias ameaças, ceder (ao oponente) simplesmente não funcionou", disse ele. "A fraqueza é provocativa", completou. O primeiro-ministro eleito da Espanha disse que sua posição no Iraque continua a mesma, apesar do apelo feito por Bush para que o país não retire seus 1,3 mil soldados do Iraque. José Luis Zapatero insiste que as tropas irão voltar para a Espanha se, até junho, as Nações Unidas não intervierem no país. |
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