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Parlamento aprova plano de Sharon para Gaza | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O parlamento de Israel aprovou nesta segunda-feira a proposta do primeiro-ministro, Ariel Sharon, de adotar medidas "unilaterais" na relação com os palestinos, incluindo a retirada de pessoas de assentamentos judaicos da Faixa de Gaza. Em um discurso ao Parlamento, Sharon descartou a possiblidade de que uma nova rodada de negociações com os palestinos seja realizada no futuro próximo, depois que dois atentados suicidas mataram dez israelenses neste domingo. "Israel vai agir apenas de acordo com o seu próprio entendimento", disse o premiê, de acordo com a agência de notícias Associated Press. "É claro que, nesta situação, não haverá negociações políticas, e certamente não há chance de que eles (os palestinos) sejam capazes de realizar seus desejos políticos e ambições." Menino A proposta de Sharon para adoção de medidas unilaterais, incluindo a retirada dos colonos da Faixa de Gaza, foi aprovada por 46 votos a 45. O primeiro-ministro israelense não divulgou detalhes da sua proposta, alegando que as discussões sobre ela continuam em andamento. Mas Sharon prometeu coordenar suas ações unilaterais na região com os Estados Unidos. Também nesta segunda-feira, soldados israelenses em um bloqueio na Cisjordânia prenderam um menino de dez anos que estaria carregando uma bomba para Israel. "Era uma bomba perigosa, de entre sete e dez quilos", disse um oficial do Exército israelense. Algumas fontes disseram que o garoto, que era conhecido dos israelenses, não tinha idéia do que estava levando, e que ele foi libertado depois de um interrogatório. Erekat Os atentados de domingo levaram Israel a cancelar os planos para um encontro entre Sharon e o primeiro-ministro palestino, Ahmed Korei, que ocorreria nesta semana. Os palestinos esperavam que a reunião pudesse reviver o processo de implementação da mais recente proposta de paz para a região - que pede o fim imediato da violência e a criação de um Estado palestino no ano que vem. O ministro palestino Saeb Erekat disse que a declaração de Sharon foi "grave" e "não vai acrescentar nada aos esforços de reviver o processo de paz, apenas aumentar sua complexicade". Os atentados suicidas levaram as forças israelenses a realizar uma ofensiva na cidade de Gaza, em que duas supostas fábricas de armas foram destruídas. |
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