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Mulher é morta durante operação de Israel em Jenin | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Tropas israelenses mataram nesta terça-feira uma mulher em uma incursão na cidade de Jenin, na Cisjordânia. A mulher, de 23 anos, assistia, da sua casa, à entrada de tanques no seu bairro quando foi atingida por um disparo israelense. A agência de notícias France Presse afirma que um de seus fotógrafos também ficou ferido na operação. Na segunda-feira, outros dois palestinos foram mortos por forças israelenses em operações em Salfit, na Cisjordânia, e em Gaza. As duas vítimas eram um dono de mercearia de 34 anos e um rapaz de 16 anos. Crítica aos EUA Em meio à nova operação de Israel na Cisjordânia, o primeiro-ministro palestino, Ahmed Korei, criticou nesta terça-feira o papel dos Estados Unidos no conflito entre palestinos e israelenses. Korei disse que o governo americano não está fazendo o suficiente para ajudar a conter a violência na região e que vai enfrentar "um verdadeiro problema" se não colaborar. "Eles não estão dando a atenção que nós queremos porque a situação está se deteriorando dia após dia", afirmou o premiê em entrevista à BBC. Para Korei, "eles (as autoridades americanas) sabem o que fazer se quiserem (fazer valer o plano de paz que propuseram no ano passado)". O premiê palestino defendeu um cessar-fogo dos dois lados e o relançamento das negociações de paz. Korei disse ainda que não é "contra" a idéia de se reunir com o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, mas ressaltou que o eventual encontro teria de ter resultados positivos, já que um fracasso seria "catastrófico". "Vai aumentar a frustração, mas se o resultado for positivo, pode ser o início de uma verdadeira virada no processo de paz." Israel A rádio israelense informou que o Ministério da Defesa de Israel aprovou um plano para melhorar a forma como os palestinos são tratados nas barreiras colocadas nas estradas da Cisjotrdânia. Segundo a rádio, as propostas incluem um novo código de conduta para os soldados, a criação de uma faixa preferencial para ambulâncias e autoridades, além da instalação de novos instrumentos tecnológicos para identificar suspeitos. Israel colocou dezenas de barreiras para impedir militantes palestinos de entrar no país no início da revolta popular palestina (intifada), em setembro de 2002. Os palestinos reclamam que os obstáculos limitam o movimento na Cisjordânia e prejudicam a economia palestina. Correspondentes da BBC na região afirmam que as novas medidas indicam que Israel não pretende retirar as barreiras tão cedo. |
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