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Atualizado às: 15 de março, 2004 - 09h20 GMT (06h20 Brasília)
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Israel lança ataque aéreo em Gaza após atentado
Oficial palestino no local onde o ataque aéreo ocorreu
Israelenses afirmam que alvos de ataque eram oficinas de armas
O Exército israelense realizou nesta segunda-feira um ataque aéreo na cidade de Gaza em uma aparente retaliação ao ataque suicida ocorrido no domingo, no porto de Ashdod, no sul de Israel.

Segundo testemunhas palestinas, pelos menos duas áreas foram atingidas por mísseis disparados por helicópteros de artilharia.

O Exército de Israel afirmou que os alvos eram oficinas utilizadas pelo grupo militante Hamas para fazer armas.

Uma pessoa teria ficado ferida e o fornecimento de energia teria sido cortado em algumas partes da cidade, de acordo com informações da agência de notícias Reuters.

Alvo estratégico

No atentado no porto de Ashdod, pelo menos dez israelenses morreram e mais de 20 ficaram feridos.

De acordo com a polícia israelense, duas explosões, que destruíram armazéns no porto, foram causadas por um duplo ataque suicida.

O ataque provocou o cancelamento de um encontro entre líderes de israelenses e palestinos.

A Brigada de Mártires Al-Aqsa assumiu a responsabilidade pelo duplo atentado, que teria sido realizado em conexão com a maior organização militante palestina, o Hamas.

O atentado foi o primeiro ataque a uma instalação estratégica israelense em pelo menos três anos de conflito entre Israel e palestinos.

Ashdod é um porto movimentado na costa mediterrânea, próximo à Faixa de Gaza.

"Naturalmente portos são muito movimentados, muita gente entrando e saindo. É impossível selar o lugar hermeticamente", justificou o ministro israelense Yosef Paritzky.

De acordo com um policial israelense, o objetivo dos palestinos era atingir tanques de produtos químicos.

Represália

As explosões ocorreram pouco antes das 10h (horário de Brasília) em dois locais distintos do porto, de acordo com testemunhas.

Um militante palestino entrou no porto e pediu água. Segundo um dos funcionários do porto, que repetiu a versão ouvida de colegas feridos, o suicida teria explodido o próprio corpo no momento em que trabalhadores locais mostravam uma torneira a ele.

"Cinco corpos de trabalhadores ficaram caídos perto da explosão e outros dois do outro lado da cerca", contou Sami Pinto à rádio do Exército israelense.

A princípio, a polícia acreditava que as explosões tivessem sido um acidente, mas começou a suspeitar de um ataque quando encontrou os corpos dos dois supostos palestinos.

Uma fonte da Brigada de Mártires Al-Aqsa identificou os palestinos como Nabil Massud, de 18 anos e integrante da Al-Aqsa, e Mohammed Salem, também de 18 anos e integrante do braço armado do Hamas, as Brigadas Ezzedine Al-Qassam.

Os dois seriam do campo de refugiados Jabaliya no norte da Faixa de Gaza. Outra fonte da Al-Aqsa disse à agência de notícias France Press que o ataque foi uma represália ao assassinato de cinco integrantes da Al-Aqsa em Jenin, na última quarta-feira.

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