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Palestinos prometem vingança contra Israel | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Milhares de palestinos participaram do funeral em massa das vítimas de uma incursão israelense que deixou 14 feridos na Faixa de Gaza na manhã deste domingo. Dezenas de militantes mascarados e armados também compareceram e juraram vingança. Israel disse que as incursões nos campos de refugiados palestinos al-Bureij e Nusseirat tinham como objetivo capturar palestinos radicais. Entre os mortos, dez eram militantes, e três eram meninos com menos de 16 anos. Mais de 80 pessoas ficaram feridas. Reação Ismail Haniya, líder de um grupo militante de Gaza, disse que os assassinatos "não vão passar em branco". "Esse massacre só fará com que nossas pessoas fiquem mais fortes e mais determinadas a continuar a resistência", disse ele à agência de notícias AFP. Com a ajuda de tanques e helicópteros, dezenas de veículos blindados israelenses entraram nos campos de refugiados palestinos nas primeiras horas de domingo, quando ainda estava escuro. Franco-atiradores se posicionaram nos telhados, enquanto os soldados começaram a revistar as casas. O tiroteio teve início quando atiradores palestinos saíram às ruas para encarar o exército israelense. "Essa era uma operação localizada contra a estrutura terrorista que existe no centro da Faixa de Gaza", disse um representante do exército israelense. Segundo eles, Israel procurava por militantes que seriam os responsáveis pelos recentes ataques nos assentamentos judeus. Nenhum israelense teria ficado ferido. O ministro do Gabinete Palestino, Saeb Erekat, disse que "no mesmo momento em que eles (Israel) falam sobre sair de Gaza, eles a estão destruindo". Erekat se referia à intensão manifestada pelo primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, de desmantelar os assentamentos judeus na Faixa de Gaza. O correspondente da BBC em Gaza diz que Israel pretende enfraquecer os militantes palestinos o máximo possível antes de se retirar da região. Mas o porta-voz do governo israelense, Avi Pazner, disse que a operação "não teve nada a ver com qualquer plano futuro sobre Gaza". "Nós acreditamos que, com essa ação, estamos prevenindo ataques terroristas em Israel e salvando muitas vidas." |
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