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EUA dizem que estabilidade no Haiti levará tempo
General Richard Myers
General Myers disse ter havido progresso no Haiti
O general americano Richard Myers disse que levará ainda algum tempo até que a estabilidade volte ao Haiti, depois da saída do presidente Jean-Bertrard Aristide.

Falando durante uma visita rápida ao país, Myers disse que a violência "não será tolerada".

A visita do general aconteceu depois que tropas americanas liderando uma força de paz internacional mataram duas pessoas na capital Porto Príncipe.

Os soldados americanos disseram que os mortos eram rebeldes armados, mas moradores locais dizem eles estavam apenas acompanhando os eventos.

As mortes elevam para seis o número de haitianos mortos pelas tropas americanas desde que elas chegaram.

Há mais de mil marinheiros americanos estão em Porto Príncipe como parte de uma missão internacional de manutenção da paz.

'Sem tomar partido'

O general Myers disse que não é missão dos soldados tomar partido de um ou outro lado e acrescentou que eles só irão atirar se forem atacados, segundo informações do correspondente da BBC no Haiti, Stephen Gibbs.

Há relatos de que o trabalhos da força de paz agora, além da guarda de instalações-chave, o desarmamento de moradores locais, principalmente em áreas onde o apoio para o ex-presidente é forte.

General Myers disse que os esforços para acalmar a situação no país estavam "progredindo", mas afirmou que o processo "levará tempo".

Jean-Bertrand Aristide
Aristide quer voltar ao Caribe

"Segurança e estabilidade são importantes para o povo haitiano assim como para todo o hemisfério", disse o general à agência de notícias francesa AFP.

No sábado, o novo primeiro-ministro haitiano criticou os planos do governo da Jamaica de permitir que Aristide visite o país na semana que vem.

'Nada amigável'

Gerard Latortue afirmou ter dito ao primeiro-ministro jamaicano, PJ Patterson, que a decisão representava um gesto 'nada amigável' que iria aumentar a tensão no Haiti.

Ele havia também planejado ir para a Jamaica pessoalmente durante este fim de semana para tratar da visita de Aristide.

Os assessores dele, no entanto, disseram à agência de notícias Associated Press que ele iria permanecer no país para se dedicar à formação do novo gabinete.

O correspondente da BBC em Jamacia, Orin Gordon, disse que o Haiti sente que a visita acontece pouco tempo depois da revolta sangrenta que levou à saída de Aristide e que – na visão do atual governo – Jamaica é muito perto.

A Jamaica fica a cerca de 150 Km do Haiti, e há receio de que a presença do ex-presidente no país vizinho possa reanimar aqueles leais a ele e levar a mais violência.

O governo jamaicano está consciente de que a visita é delicada. As autoridades dizem ter deixado claro a Aristide que ele não poderá usar o país como um ponto de partida para uma campanha com o objetivo de voltar ao poder e afirmaram que ele concordou com a condição.

Aristide passou as últimas duas semanas em exílio na República Central Africana depois de ter sido obrigado a deixar o Haiti.

Segundo a Associated Press, ele teria planos de visitar as suas duas filhas – enviadas aos Estados Unidos quando a situação no Haiti se deteriorou – por cerca de oito a 10 semanas na Jamaica.

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