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Aristide diz que segue presidente e pede resistência | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O líder exilado do Haiti, Jean-Bertrand Aristide, declarou que ainda é o presidente do país. Em sua primeira aparição pública após ter deixado o Haiti, Aristide afirmou: "Eu sou e permanecerei sendo o presidente eleito". Ele conclamou seus partidários a uma resistência pacífica e pediu a "restauração da democracia". No início deste mês, Aristide deixou o país. Ele se exilou na República Centro-Africana, de onde fez suas declarações nesta segunda-feira. Violência Aristides fez suas declarações um dia depois de um grupo armado – supostamente compostos por seus simpatizantes – matou pelo menos seis pessoas, entre elas um jornalista estrangeiro. O ataque ocorreu durante uma manifestação na capital do país, Porto Príncipe. Uma multidão de cerca de 10 mil pessoas estava comemorando a saída do ex-presidente Aristide do poder e saudando líderes rebeldes quando os tiros começaram a ser disparados. Testemunhas acusaram simpatizantes armados do ex-presidente de ter realizado o ataque, em que pelo menos 20 pessoas também ficaram feridas. Soldados estrangeiros, entre eles americanos, que estavam patrulhando a manifestação para evitar episódios de violência, foram criticados por não terem conseguido evitar as mortes. "As tropas de paz não estavam em nenhum lugar próximo de onde ocorreu o tiroteio", disse um dos feridos à agência de notícias Associated Press. Uma outra pessoa, usando um sistema de auto-falante instalado em um caminhão, mandou uma mensagem aos fuzileiros navais americanos: "Pessoas estão morrendo todos os dias neste país. Vocês precisam fazer algo a respeito". Um porta-voz militar americano disse que três fuzileiros navais revidaram o ataque, mas não fizeram qualquer prisão. A violência ocorreu no momento em que a multidão estava concentrada em uma praça próxima ao Palácio Presidencial, dançando ao som da música de um DJ, cuja execução pública havia sido proibida durante o governo de Aristide.
Segundo alguns relatos, simpatizantes de Aristide, conhecidos como Chimères, fizeram os disparos a partir de uma colina. Os simpatizantes do ex-presidente haviam planejado realizar também neste domingo uma manifestação na capital, mas decidiram adiá-la para esta segunda-feira. "Os americanos só estão aqui para proteger aqueles que ajudaram a afastar Aristide", disse um simpatizante do ex-presidente à Associated Press. |
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