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Ex-presidente do Haiti ameaça voltar ao país | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-presidente do Haiti, Jean Bertrand Aristide, disse nesta quinta-feira que não renunciou oficialmente ao cargo e que planeja voltar ao seu país. Em uma entrevista, Aristide também acusou a França de participar de um complô juntamente com os Estados Unidos para afastá-lo do poder. Países do Caribe e a África do Sul estão pedindo a abertura de um inquérito para apurar as circunstâncias nas quais o líder haitiano deixou a Presidência. Os Estados Unidos, contudo, negam a alegação de que forçaram Aristide a embarcar em um vôo para fora do Haiti, no domingo passado. "Nada que investigar" Aristide recebeu asilo provisório na República Centro-Africana, mas suspeita-se que ele esteja planejando viajar para a África do Sul. Na entrevista que concedeu ao especialista em assuntos haitianos francês Claude Ribbe, o ex-presidente haitiano disse que assinou um documento em que se afastava da presidência para "evitar um banho de sangue", mas insistiu que esse não foi um ato formal de renúncia.
"Eu não sou o tipo de pessoa que fica no exílio (...) Se eu tiver que fazer uma escala na África do Sul, eu irei - antes de voltar para casa", disse Aristide. O presidente já havia dito em uma entrevista anterior que ele havia sido vítima de um "golpe de Estado", em que foi forçado a deixar o Haiti por "agentes americanos". Mas autoridades americanas, como o secretário de Estado, Colin Powell, qualificaram as alegações de "absurdas" e insistiram que ele deixou o país por vontade própria. Nesta quinta-feira, o porta-voz do Departamento de Estado, Richard Boucher, rejeitou as sugestões de que seja aberta uma investigação sobre a saída de Aristide, porque, segundo ele, não há nada que investigar. Comissão Nesta quinta-feira, uma comissão foi formada por membros da oposição e do governo, num primeiro passo para a formação de um governo de transição no país. A comissão, com três membros, vai selecionar um conselho de sete integrantes, que ficará encarregado de nomear um novo premiê e um novo gabinete de governo, além de organizar eleições. Paralelamente, mais ajuda humanitária e tropas de paz internacionais chegaram ao país. Um primeiro contingente de 120 soldados chilenos desembarcou em Porto Príncipe, enquanto o Brasil confirmou que irá enviar 1,1 mil soldados em uma segunda etapa do trabalho de manutenção da paz no país caribenho. |
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