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Atualizado às: 04 de março, 2004 - 16h26 GMT (13h26 Brasília)
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Vitória rápida de Kerry aumenta euforia dos democratas

John Kerry
Partido acha que candidato poderá bater presidente George W. Bush
A vitória rápida e fulminante do senador John Kerry no processo de indicação do candidato democrata aumentou o entusiasmo e a confiança dentro do partido na possibilidade de uma vitória contra o presidente George W. Bush.

Muitos militantes, que depois de 11 de setembro tinham a impressão de que seria impossível derrotar um presidente Bush nevegando altos índices de popularidade e comandando um país em guerra, tiveram um novo alento com a união conseguida em torno de Kerry.

“Sem dúvida existe uma euforia (no Partido Democrata) que não se via há anos e o que Kerry tem de conseguir é manter esta base partidária com toda esta energia até novembro”, avalia o vice-presidente da consultoria Stonebridge, de Washington, Joel Velasco, um democrata que trabalhou na campanha do candidato Al Gore.

Mas analistas advertem (e Velasco admite) que as eleições estão bem longe e que o sucesso antecipado de Kerry pode ter dado um candidato de união aos democratas, mas deu também ao presidente Bush um alvo claro bem antes do esperado.

A partir desta quinta-feira, os republlicanos começam a exibir a primeira série de quatro comerciais – um gasto estimado de US$ 4,5 milhões – na primeira ofensiva na TV da campanha de Bush pela reeleição.

Moderados

Joel Velasco diz que Kerry vai ter de se equilibrar agora entre a base partidária mais liberal que o chancelou nas primárias e o eleitorado americano em geral, atraído por posições mais ao centro.

“Um grande desafio de Kerry vai ser conseguir mover suas posições mais para o centro sem tirar o entusiasmo da base partidária que se empolgou com o discurso à esquerda durante o processo de nomeação”, avalia.

A estratégia soa ainda mais importante levando-se em consideração que analistas são unânimes em dizer que Bush vai tentar pintar a imagem de Kerry como um esquerdista - um liberal do norte dos Estados Unidos – sem capacidade para liderar o país.

Kerry beija sua mulher, Teresa Heinz
Kerry beija sua mulher, Teresa Heinz

Velasco admite que o histórico de votações de Kerry no Senado por ser usado por Bush contra o adversário democrata.

“Kerry apoiou projetos da esquerda como reduções de gastos militares, e estas decisões do passado podem ter um impacto eleitoral negativo agora.”

Esqueletos

Mas Velasco diz que por outro lado o fato de Kerry já ser um político que enfrentou algumas eleições e o escrutínio de Washington dá uma segurança maior a respeito do passado dele.

“Se tivessemos um candidato mais novato como Edwards ou Howard Dean eu teria mais medo de haver algum esqueleto escondido no armário que poderia ser descoberto pela campanha de Bush”, disse.

“Pode haver alguma coisa no passado de Kerry, mas acho pouco provável”, diz Velasco lembrando que até os últimos momentos da sua campanha – e depois como presidente – Bill Clinton teve de responder acusações sobre aventuras sexuais.

Foco

Para Joel Velasco, uma das coisas mais importantes para Kerry agora é ter um foco.

“Ele tem de eleger quais são os seus temas principais e insistir neles a fundo”, diz.

“Clinton ganhou a eleição batendo com insistência nas teclas de saúde, educação e meio ambiente, ligando isso tudo à economia”, diz.

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