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Tropas dos EUA e da França desembarcam no Haiti | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Tropas americanas e francesas já chegaram ao Haiti, como parte de uma força internacional autorizada pela ONU para conter a violência e ajudar a estabilizar o país após o seu presidente, Jean Bertrand Aristide, ter deixado o poder no domingo. Parte de um contingente de centenas de fuzileiros navais dos EUA, enviados pelo presidente George W. Bush, desembarcaram no Haiti. Pelo menos cem americanos fazem parte desse primeiro contingente. "Este é o começo de um novo capítulo na história do país", declarou Bush. Cerca de 50 soldados franceses também chegaram nesta segunda-feira à capital Porto Príncipe. A França deve enviar outros 150 militares nos próximos dois ou três dias, segundo as autoridades em Paris. O Canadá também se dispôs a enviar soldados para compor a força internacional. O Brasil apoiou a resolução da ONU e agora estuda de que forma pretende ajudar. Três meses O Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade uma autorização para o envio dessa força militar internacional. A resolução discutida no Conselho prevê a permanência das forças no Haiti por três meses. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse acreditar que esse prazo pode ser estendido para que a ordem e a paz sejam restauradas no Haiti. O correspondente da BBC no país Stephen Gibbs disse que os soldados americanos estavam entrando numa cidade em que não há lei, onde tem havido assassinatos e ações de vingança entre os rebeldes que tomaram a capital e militantes leais ao ex-presidente Aristide. Porto Príncipe está sob toque de recolher. O novo presidente em exercício do Haiti, Boniface Alexandre, e o líder dos rebeldes, Guy Phillipe, disseram que as forças internacionais são bem-vindas. Aristide O ex-presidente Aristide chegou nesta segunda-feira à República Centro-Africana, segundo a agência de notícias France Presse. Seu avião aterrissou no aeroporto de Bangui, a capital do país, às 07h15m, horário local (03h15m em Brasília). Ele estaria tentado obter asilo político na África do Sul. O governo sul-africano apoiava Aristide e afirmava que a sua derrubada seria uma ameaça à democracia. O vice-chanceler da África do Sul, Aziz Pahad, declarou que a concessão de asilo ao ex-líder haitiano será estudada e ainda teria de ser submetida à aprovação do gabinete. "Em princípio, se pudermos ajudar, vamos ajudar", disse Pahad. |
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