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Aristide deixa o Haiti e vai para a República Dominicana | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Haiti, Jean Bertrand Aristide, deixou o país e seguiu para a República Dominicana. A informação foi passada à agência de notícias AP por Leslie Voltaire, membro do gabinete e seu conselheiro. Segundo Voltaire, Aristide deve buscar asilo no Marrocos, ou em Taiwan, ou no Panamá. Os rebeldes tinham suspendido o avanço sobre a capital, Porto Príncipe, atendendo a um pedido dos Estados Unidos. Violência Eles vinham pedindo a renúncia de Aristide. O governo americano tinha divulgado um apelo para que Aristide fizesse algo para acabar com a violência no país. Desde o começo do mês, o conflito entre os rebeldes e forças do governo já tinha feito cerca de 70 mortos. Porto Príncipe tinha se transformado em palco de cenas de caos. O correspondente da BBC na cidade, Stephen Gibbs, disse que a população estava realizando saques e que alguns corpos de pessoas aparentemente assassinadas por vingança foram jogados nas ruas. Há informações de que equipamentos no valor de centenas de milhares de dólares teriam sido roubados no porto da cidade. Gibbs disse ainda que houve um aumento significativo no número de roubos de carros e armas em Porto Príncipe. As empresas aéreas comerciais deixaram de operar na capital, mantendo presas no Haiti muitas pessoas que pretendiam sair do país. Um avião da FAB retirou um grupo de brasileiros que morava no país e o levou para o Brasil. Fuzileiros navais ficaram guardando a representação diplomática brasileira em Porto Príncipe. |
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