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Polícia enfrenta manifestantes na Venezuela | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A polícia venezuelana disparou granadas de efeito moral contra manisfestantes que participavam de um protesto promovido pela oposição ao presidente Hugo Chávez durante a 12ª reunião de cúpula do G-15. Um correspondente da agência de notícias Reuters em Caracas disse que viu a polícia lançar diversas granadas de efeito moral, enquanto que os manisfestantes atiravam pedras. Eles tentavam se aproximar do Hotel Hilton, no centro de Caracas, onde acontece a reunião do G-15. Não há informações sobre feridos, de acordo com a agência Associated Press. ‘Direito de escolha’ Os protestantes queriam entregar uma mensagem para os líderes estrangeiros explicando as razões para a realização de um plebiscito no país. As manifestações foram estimuladas pela decisão do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) de revisar mais de 1,1 milhão de assinaturas recolhidas em um abaixo-assinado, em que se pede a realização de um referendo que poderia afastar Chávez do poder. "Queremos entregar um documento a representantes do G-15", disse um dos coordenadores do movimento, Jesus Torrealba. "É importante que nossos ilustres visitantes observem de primeira mão que estamos buscando uma saída democrática, por meio do voto", completou, referindo-se ao referendo. A Coordenadoria Democrática, coalizão que reúne partidos e organizações de oposição, defende a proposta feita pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e pelo Centro Carter – observadores do processo de coleta de assinaturas para o referendo – de analisar por amostragem as assinaturas colocadas sob suspeita de fraude. Para Torrealba, "essa é uma boa proposta, porque não atrasa o nosso direito de escolher". A oposição considera um golpe do governo a decisão do CNE e acha que, no domingo, o Conselho vai anunciar que apenas cerca de 1,5 milhão de assinaturas são válidas. A oposição afirma ter entregue ao CNE 3,448 milhões de assinaturas. Para o referendo revogatório do mandato presidencial, são necessárias 2,5 milhões de assinaturas. No plebiscito, os venezuelanos poderiam decidir se querem a saída antecipada de Chávez ou que o presidente cumpra até o final o seu mandato de seis anos. |
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