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Guantánamo: detidos 'poderiam ficar presos se inocentados' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Representantes do Pentágono disseram nesta quarta-feira que prisioneiros mantidos na base de Guantánamo pode continuar sendo mantidos sob custódia, mesmo que eles sejam inocentados em tribunais militares. A declaração ocorre um dia depois de as autoridades americanas terem apresentado as primeiras acusações formais contra dois detidos em Guantánamo, que devem agora ser submetidos a julgamento. Segundo o Pentágono, mesmo inocentados, os prisioneiros poderiam continuar detidos se forem considerados uma ameaça à segurança. Os representantes ressaltaram, ainda, que não faria sentido libertar esses prisioneiros em um momento em que há um esforço internacional contra grupos extremistas e se acredita que eles possam lançar um novo ataque contra alvos americanos. Dois processos A base americana de Guantánamo, em Cuba, abriga mais de 600 prisioneiros não-americanos que são acusados de ter ligações com a rede extremista Al-Qaeda e com a milícia Talebã, que controlava o Afeganistão até 2001. As autoridades americanas qualificam os detidos de "combatentes ilegais" e não prisioneiros de guerra. Com base nisso, os Estados Unidos vinham negando aos presos direitos estabelecidos pela Convenção de Genebra, que diz como deve ser o tratamento de prisioneiros de guerra. Cedendo à pressão internacional, os Estados Unidos decidiram permitir o julgamento de prisioneiros, que serão submetidos a um tribunal ou a uma comissão especial. De acordo com o correspondente da BBC no Pentágono Nick Childs, as autoridades americanas entendem que há dois processos paralelos no tocante aos detentos de Guantánamo. Eles estão sendo detidos porque serem combatentes inimigos mas, ao mesmo tempo, eles podem ser levados a tribunais para responder a acusações específicas, relativas a crimes de guerra ou não. No caso de a chamada "guerra contra o terrorismo" ser declarada encerrada, as autoridades americanas dizem que os prisioneiros condenados nesses tribunais ainda teriam que comprir suas sentenças. |
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