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Coréia do Norte quer concessão dos EUA em reunião | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Coréia do Norte reiterou nesta quarta-feira que espera que os Estados Unidos lhe concedam compensações econômicas e diplomáticas antes de começar a desmantelar seu programa nuclear. A afirmação foi feita no início de uma reunião em Pequim envolvendo representantes da Coréia do Norte, a Coréia do Sul, os Estados Unidos, a China, a Rússia e o Japão, para discutir o programa nuclear norte-coreanos. O representante americano na reunião, James Kelly, disse que espera que a Coréia do Norte desmantele completamente seu programa nuclear de uma maneira verificável e irreversível. De acordo com a agência de notícias Reuters, Kelly divulgou uma mensagem em que diz que os Estados Unidos se comprometem a não atacar a Coréia do Norte e lhe dar garantias nesse sentido, se o país aceitar desativar o programa. Urânio Um encontro anterior envolvendo os seis países, ocorrido em agosto, acabou sem avanços. "Apenas se a questão da compensação for resolvida a Coréia do Norte poderá paralisar seu programa nuclear", disse um porta-voz do Ministério do Exterior norte-coreano à agência de notícias chinesa Xinhua em Pyongyang. Em dezembro, os Estados Unidos haviam descartado o pedido norte-coreano de compensação em troca da desativação do programa, dizendo que a Coréia do Norte tem que desativar o programa primeiro antes de receber qualquer ajuda. Outro ponto de tensão entre Estados Unidos e Coréia do Norte é a acusação americana de que os norte-coreanos têm, além de um programa envolvendo plutônio enriquecido, outro envolvendo urânio. A Coréia do Norte nega tal alegação. "Se os Estados Unidos insistem em apresentar acusações fictícias sobre um programa para enriquecimento de urânio, e em condenar a Coréia do Norte, isso só terá como resultado o prolongamento da questão nuclear", disse o porta-voz da chancelaria norte-coreana à Xinhua. As autoridades de Pyongyang anunciaram que o país já reciclou cerca de 8 mil varetas de plutônio, que poderiam ser usadas para construir bombas atômicas. A crise envolvendo Estados Unidos e Coréia do Norte vem se arrastando desde 2002, quando as autoridades americanas acusaram os norte-coreanos de estarem violando um acordo assinado pelo país em 94, que previa a paralisação de seu programa nuclear. Posteriormente, a Coréia do Norte anunciou a reativação de uma usina nuclear-chave do país e sua retirada do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares. |
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