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Presos de Guantánamo terão 'detenção revisada' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário da Defesa americano Donald Rumsfeld anunciou que os prisioneiros detidos na baía de Guantánamo, em Cuba, terão seus casos avaliados pelo menos uma vez por ano. Um painel de três membros vai decidir se eles ainda constituem uma ameaça e merecem continuar detidos. Rumsfeld afirmou que aqueles que não forem mais vistos com um risco à segurança americana serãol libertados. O correspondente da BBC no Pentágono diz que a medida é um reconhecimento de que eles podem ficar presos por anos. Cerca de 600 prisioneiros de cerca de 50 países estão detidos na base. Críticas O correspondente da BBC diz que as regras anunciadas são uma tentativa do Pentágono de responder algumas das críticas recebidas pela maneira como os Estados Unidos tratam os prisioneiros. A maioria dos detidos foi capturada após os ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, principalmente durante a campanha militar no Afeganistão. Muitos são vistos pelos americanos como integrantes da rede Al Qaeda ou membros do ex-regime afegão do Talebã. Washington classificou os prisioneiros como “combatentes inimigos”, sem direito a advogados, declarando que eles poderiam ser detidos indefinidamente sem nenhuma acusação. Incomunicáveis Muitos prisioneiros estão presos há mais de dois anos sem acesso aos parentes ou aconselhamento legal. Grupos defensores dos direitos humanos e alguns governos criticam a atuação dos Estados Unidos com relação ao caso. Afirmam que eles merecem ser julgados e o direito a se defender. Indagado se prisioneiros poderiam ser representados por advogados ao comparecer ao painel de três membros, Rumsfeld respondeu que os detalhes de como o processo funcionará ainda não estão concluídos. Ele acrescentou, porém, que os presos teriam permissão para levar "algum tipo de representação (jurídica)". "Reconheço que em nossa sociedade a idéia de prender pessoas sem advogados parece incomum, que pareça incomum deter pessoas sem julgamento", declarou Rumsfeld, em discurso na Câmera de Comércio de Miami. "Temos de nos lembrar que essas pessoas sob custódia dos Estados Unidos não estão ali porque roubaram um carro ou assaltaram um banco", acrescentou o secretário. "Eles são combatentes inimigos e terroristas mantidos presos por ações de guerra contra nosso país e é por isso que regras diferentes devem vigorar." |
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