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Ex-preso de Guantánamo processa EUA e Paquistão
Um religioso paquistanês ficou preso por meses no centro de detenção da baía de Guantánamo entrou na Justiça contra os governos dos Estados Unidos e do Paquistão. Muhammad Sagheer, que foi preso por soldados americanos no Afeganistão em 2001, exige uma indenização de mais de US$ 10 milhões por danos. Na petição, apresentada nesta terça-feira a um tribunal em Islamabad, no Paquistão, ele classifica de ilegal a prisão de Sagheer e o tratamento que recebeu, de desumano. Os advogados do paquistanês dizem ainda que Sagheer sofreu tortura física e mental no "Campo Raio X", na baía de Guantánamo. 'Jaula' O paquistanês afirmou que a sua cela era como uma jaula para animais e acrescentou que, embora tenha negado repetidas vezes as acusações de vínculo com a rede Al-Qaeda, foi torturado. Ele teria sido punido por suposta "falta de cooperação". Zaffar Abbas, correspondente da BBC em Islamabad, afirmou que este é o primeiro caso desse tipo no Paquistão. A Justiça vai ter que decidir se tem jurisdição no assunto, em uma audiência preliminar, na terceira semana de dezembro. Depois de ter sido liberado pelos americanos, Sagheer afirma ainda ter ficado preso alguns dias no Paquistão. |
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