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Após nova vitória, Kerry ganha força para primárias no Sul | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O final de semana vitorioso parece ter dado mais impulso à campanha do senador John Kerry a candidato presidencial democrata, que agora se volta para o sul dos Estados Unidos. Após acumular sucessos no Maine, em Washington e em Michigan, ele fez corpo-a-corpo com eleitores de Virgínia e do Tennessee, onde na terça-feira também serão realizadas primárias. Pesquisas de opinião o apontam como o favorito para conquistar o maior número de delegados em mais esses dois Estados. Uma das sondagens no Tennessee, feita pela Reuters/MSNBC/Zogby, dá a Kerry 45% das intenções de voto, contra apenas 21% ao senador John Edwards e 19% a Wesley Clark. Décima vitória No domingo, Kerry consolidou a sua liderança vencendo o cáucus (assembléia de eleitores) do Partido Democrata no Estado do Maine. Foi a décima vitória – de um total de 12 Estados que já realizaram suas prévias – do senador na corrida que definirá quem enfrenta o presidente George W. Bush nas eleições de novembro. No sábado, Kerry já havia vencido as disputas nos Estados de Washington e Michigan e fortalecido a sua imagem de favorito no processo de escolha do candidato democrata para o pleito. No domingo, antes mesmo da virtual vitória no Maine, Kerry já havia demonstrado confiança ao rebater os argumentos utilizados por Bush, em uma entrevista a um programa de televisão, para defender a decisão do governo americano de ir à guerra contra o Iraque. Durante a entrevista de uma hora ao programa Meet the Press (Encontro com a Imprensa, em um tradução livre), da rede de televisão americana NBC, Bush afirmou que o conflito no Iraque foi uma "guerra de necessidade" porque o líder iraquiano deposto, Saddam Hussein, tinha "a habilidade de produzir armas" de destruição em massa. Ao comentar as declarações do presidente, o senador John Kerry – veterano da Guerra do Vietnã – disse que Bush deveria "falar a verdade". "O problema não é só que o presidente Bush está mudando a sua história agora. (O problema) é que parece que ele estava contando histórias ao povo americano em 2002", quando os Estados Unidos se preparavam para a guerra, disse Kerry. Teste no sul Apesar de ser o franco favorito no processo de escolha do candidato democrata, Kerry deve enfrentar um difícil teste na terça-feira, quando a disputa das primárias chega ao sul dos Estados Unidos. Os dois rivais sulistas de Kerry, Wesley Clark e John Edwards, concentraram os seus esforços de campanha dos últimos dias nos Estados de Virgínia e Tennessee, onde o senador de Massachusetts é considerado mais vulnerável. Na semana passada, Edwards venceu a primária da Carolina do Sul, e Clark foi o vitorioso em Oklahoma – as duas únicas prévias democratas que não foram vencidas por Kerry até agora. No domingo, Clark afirmou que sua equipe espera ganhar fôlego na 'Super Terça', em 2 de março, quando dez Estados vão realizar as suas prévias. Edwards também garantiu que vai permanecer na disputa até o final. "Mesmo depois de Wisconsin, que está a um pouco mais de uma semana, faltarão os votos em relação a cerca de 75% dos delegados", disse Edwards. Ex-favorito na disputa democrata, o pré-candidato Howard Dean, ex-governador do Estado de Vermont, afirmou que vai se retirar da corrida eleitoral se não vencer a primária de Wisconsin, no próximo dia 17. Os resultados de cada Estado garantem aos candidatos um determinado número de delegados, que votarão na convenção nacional. Ao todo, são 4.322 delegados – para vencer a disputa, um candidatos precisa do apoio de 2.162. Ao vencer nos três Estados em jogo no fim de semana, Kerry conquistou mais 153 delegados e agora totaliza 426. Howard Dean, que ficou em segundo nas primárias de sábado e domingo, agora conta com o apoio de 184 delegados. John Edwards tem 116 e Wesley Clark, 82. |
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