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Equipe da ONU chega ao Iraque para avaliações | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma equipe da ONU chegou em Bagdá para verificar se é possível realizar eleições no Iraque antes de 30 junho, o prazo dado pelos americanos para a transferência de poder. O presidente Americano George W. Bush quer um governo escolhido por conselhos regionais, enquanto a maioria do país, em particular os xiitas, exigem eleições diretas este ano. Esta é a primeira missão oficial da ONU ao Iraque desde o atentado que matou 22 de seus funcionários, inclusive o brasileiro enviado especial da entidade, Sérgio Vieira de Mello, em agosto. Depois deste ataque, a ONU iniciou a sua retirada do país alegando motivos de segurança. Maioria O secretário das Nações Unidas Kofi Annan anunciou que os enviados vão realizar “consultas intensivas com líderes iraquianos e a autoridade provisória da coalizão”, em um comunicado oficial. Relatos não oficiais dizem que o time da ONU deve permanecer no país por dez dias. A correspondente da BBC em Bagdá, Barbara Plett, disse que a missão da ONU não vai avaliar se as eleições são possíveis apenas tecnicamente. O maior líder xiita do país, o aiatolá Ali al-Sistani disse que o plano americano para tranferência de poder não vai levar a um governo legítimo. Ano eleitoral Outros grupos iraquianos são menos favoráveis às eleições, temendo que os xiitas queiram transformar a sua maioria numérica em uma força política. Annan reafirmou que seus enviados vão ouvir todas as correntes de pensamento. A correspondente da BBC disse que a ONU terá também que responder à pressão americana de realizar a transferência de poder dentro do seu prazo estipulado. Segundo analistas, o governo americano tem o maior interesse de que a transição ocorra tranquilamente porque 2004 é ano de eleições presidenciais nos EUA. |
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