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A Semana: Bush, Blair e o mistério das armas de Saddam | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Diante da falta de provas de que o regime de Saddam Hussein possuía armas de destruição em massa, os governos dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha acabaram aceitando investigar o assunto. Na última segunda-feira, o presidente George W. Bush, pressionado após as declarações do ex-inspetor David Kay de que provavelmente "todos estavam errados" sobre as armas do Iraque, anunciou a abertura de um inquérito. Do outro lado do Atlântico, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, também determinou uma investigação, o que não satisfez todos aqueles que têm atacado o premiê por sua opção de ir à guerra. O Partido Liberal-Democrata, o segundo maior da oposição a Blair, decidiu não participar do inquérito em protesto contra o seu alcance restrito. Serão investigados apenas os serviços de inteligência e não as decisões políticas baseadas nas suas informações, o que na opinião dos liberais-democratas não é suficiente. Colocados na berlinda, os espiões começaram a divulgar suas versões dos fatos. Um ex-membro dos serviços de inteligência britânicos, Brian Jones, escreveu um artigo, publicado pelo jornal The Independent, em que critica o processo de elaboração de um dossiê sobre as armas de Saddam Hussein. Respeitosamente chamado pelo próprio Blair de Dr. Jones, o especialista em armas químicas e biológicas disse ter argumentado, na época, que o dossiê não poderia afirmar com certeza que o Iraque ainda tinha esse tipo de armamento. Mas, segundo o Dr. Jones, sua opinião, compartilhada por outros colegas, foi desconsiderada por seus superiores. Já nos Estados Unidos, o diretor da CIA, George Tenet, disse que o órgão nunca havia afirmado que Saddam Hussein representava uma "ameaça iminente". Mas Tenet afirmou também que não foi pressionado pelo governo americano para ajustar suas avaliações sobre o Iraque. Em seguida, Bush reafirmou o que Blair já repetira antes: a guerra foi necessária porque Saddam era "uma ameaça". A semana se foi, todos os lados apresentaram seus pontos-de-vista, e dois inquéritos foram abertos. Mas o mistério das armas de destruição em massa continua. Vai dar Kerry? O senador John Kerry disparou na disputa pela candidatura democrata à Presidência dos Estados Unidos. Na terça-feira, venceu cinco das sete primárias disputadas em Estados americanos.
O resultado levou o senador Joe Lieberman a desistir da corrida e deixou o ex-governador Howard Dean em situação difícil. Em duas semanas, Dean passou de franco favorito para um pré-candidato desacreditado e, agora, com pouco dinheiro para a campanha. Neste fim de semana, Michigan, Washington e Maine fazem suas primárias. Mas Howard Dean já afirmou que será o resultado de Wisconsin, no próximo dia 17, que definirá seu futuro. Se não vencer, abandonará o barco. Muitos Estados populosos, como Nova York e Califórnia, ainda não deram seu veredicto. Portanto a posição de Kerry pode até ser confortável, mas não é definitiva. Entretanto, a maioria dos analistas diz que a dianteira de John Kerry aumentou as chances do Partido Democrata de tirar Bush da Casa Branca. Bomba em Moscou A semana terminou com mais um ataque a bomba possivelmente causado por um suicida. Dessa vez o palco foi o metrô da capital da Rússia, onde em pouco mais de um mês os eleitores escolherão um novo presidente.
Na verdade, a expectativa da imprensa local e mundial é de que os eleitores russos simplesmente não mudem de presidente. Sem nenhum forte adversário, o atual ocupante do cargo, Vladimir Putin, é franco-favorito para ganhar mais um mandato no Kremlin. Quanto ao atentado em Moscou, que deixou pelo menos 39 mortos, Putin responsabilizou a liderança rebelde da Chechênia. Os chechenos negaram ter realizado o ataque. Sharon e os assentamentos O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, enfureceu a extrema direita do país ao dizer, na segunda-feira, que pretende retirar a maioria dos assentamentos judeus da Faixa de Gaza. Após as críticas de seus aliados mais conservadores, Sharon afirmou que poderá realizar um plebiscito em Israel sobre a proposta. Na sexta-feira, o governo israelense indicou que uma possível retirada dos judeus da faixa de terra palestina não significará, necessariamente, a redução dos assentamentos nos territórios ocupados. Um porta-voz afirmou que, entre as propostas consideradas, está a de enviar os colonos para a Cisjordânia, maior território palestino ocupado por Israel desde 1967. Os planos foram anunciados numa semana em que Sharon depôs sobre o caso em que é suspeito de corrupção e que ameaça sua permanência à frente do governo. Oposicionistas dizem que não foi mera coincidência. O impacto de um seio Quando subiu ao palco ao lado da cantora Janet Jackson, durante o Superbowl americano, o cantor Justin Timberlake certamente não imaginava o impacto que aquela apresentação teria.
Durante a dança, Timberlake puxou parte da roupa de Janet, cujo seio direito ficou quase todo à mostra. O incidente teve conseqüências impressionantes. Houve tantos protestos que a Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos resolveu investigar o caso; a imagem do seio descoberto tornou-se a mais procurada da história da internet; Janet Jackson cancelou sua apresentação no Grammy da noite deste domingo; e a produção do seriado Plantão Médico decidiu cortar uma cena em que o seio de uma personagem idosa aparecia nu. |
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