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Polícia interroga Sharon sobre caso de corrupção | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A polícia israelense interrogou nesta quinta-feira o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, como parte de investigações sobre um escândalo de corrupção. No mês passado, o empresário David Appel foi indiciado por tentar pagar propinas a Sharon e a seu filho Gilad em troca de favores que beneficiariam seus empreendimentos imobiliários em Israel e em uma ilha na Grécia. O interrogatório ocorreu na residência oficial de Sharon, em Jerusalém, e demorou cerca de duas horas. Os policiais não revelaram detalhes sobre o encontro. Antes do interrogatório, os policiais disseram que pediriam ao chefe de governo explicações sobre conversas telefônicas entre ele e Appel que foram gravadas pelas autoridades e poderiam comprometê-lo. Distração Políticos da oposição acusam o primeiro-ministro de ter anunciado nesta semana um plano de retirada de colônias judaicas da Faixa de Gaza para distrair a atenção do público do escândalo. Entre as denúncias que estão sendo apuradas está uma segundo a qual Appel contratou o filho de Sharon em 1999 pagando a ele grandes somas em um trabalho para o qual ele não possui qualificações. Appel teria utilizado Gilad para ajudá-lo a convencer o primeiro-ministro a usar o seu poder para mudar leis de zoneamento em uma região de Israel em que ele tinha interesses financeiros. Além disso, teria pedido a Sharon que intercedesse junto às autoridades gregas para conseguir concretizar planos de construção de um resort em uma ilha do país mediterrâneo. Sharon já foi interrogado pela polícia sobre o tema em outubro, por cerca de dez horas. Este, porém, foi o seu primeiro depoimento desde o indiciamento de David Appel. A imprensa israelense especula sobre a possibilidade de o caso levar à renúncia de Sharon. O primeiro-ministro, no entanto, rejeitou a possibilidade de deixar o cargo e prometeu continuar até pelo menos a próxima eleição, prevista para 2007. |
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