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Entenda o caso
A BBC recolheu algumas das perguntas mais freqüentes sobre as acusações de corrupção relacionadas com o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, e tentou respondê-las. Leia abaixo perguntas e respostas sobre o caso Sharon. O que se alega que o primeiro-ministro israelense Ariel Sharon fez de errado? Sharon enfrenta duas investigações separadas. Ambas envolvem seus filhos e estão ligadas a supostas violações de leis que regulam arrecadação de fundos em eleições. Na primeira investigação, o empresário israelense David Appel foi acusado de tentar subornar Sharon. O caso está ligado a uma transação imobiliária na Grécia no final da década de 90. Alega-se que Appel pagou centenas de milhares de dólares para Gilad, filho do primeiro-ministro, que ele contratou como consultor. Gilad não tinha experiência prévia na indústria do turismo. Partidário de longa data do Partido Likud, Appel é acusado de ajudar a levantar fundos de campanha para Sharon e para o vice-primeiro-ministro Ehud Olmert. Acredita-se que Appel ofereceu suborno em troca de auxílio na obtenção da aprovação do governo grego para a transação imobiliária. Sharon foi interrogado pela polícia por causa das alegações e negou ter agido de forma errada. E do que se trata o segundo escândalo? A outra investigação pesando sobre a família Sharon está ligada a supostas violações do regulamento que rege as finanças de campanha em 1999 e 2000. Sharon gastou US$ 1,5 milhão a mais do que a lei permite em sua campanha para a liderança do partido. Ele hipotecou a fazenda para financiar a campanha, e depois surgiram notícias de que não era realmente o dono do imóvel. Em 2002, um velho amigo de Sharon, o empresário britânico radicado na África do Sul Cyril Kern, transferiu US$ 1,5 milhão para contas bancárias dos filhos do primeiro-ministro, Gilad e Omri, o último um integrante do Parlamento israelense. Isso permitiu que a família pagasse as dívidas de campanha usando o dinheiro de Kern como garantia para um empréstimo. O uso do dinheiro de Kern violou regras eleitorais israelenses, que proíbem que partidos políticos levantem fundos no exterior. O quanto Sharon está envolvido? Sharon foi interrogado pela polícia durante sete horas em outubro sobre os dois casos. Os escândalos estão cada vez mais próximos de implicar o primeiro-ministro diretamente. Em meados de janeiro, o Canal 2 da televisão israelense veiculou uma gravação de 1999 em que Sharon apareceu discutindo contribuições de campanha da Europa e Estados Unidos. O primeiro-ministro negou envolvimento pessoal em levantamento ilegal de fundos, dizendo que seus filhos administraram as finanças. A emissora também mostrou um documento que parece revelar uma lista de depósitos em moeda estrangeira em bancos israelenses, onde foram mantidas as supostas doações ilegais. Sharon pode ser forçado a deixar o cargo? Se for concluído que Sharon cometeu um crime, ele será forçado a renunciar ao cargo. Sharon ainda não enfrentou nenhuma acusação criminal. A mídia israelense está cheia de especulações sobre ameaças à posição de Sharon. De acordo com o jornal israelense Maariv, o Partido Likud está se preparando para uma possível batalha pela liderança. O Partido Trabalhista, de oposição, planeja apresentar um voto de desconfiança contra o primeiro-ministro. Também é possível que as alegações e investigações prejudiquem gradativamente Sharon, consumindo mais e mais o seu tempo e entravando sua administração. Apesar disso, Sharon é um líder muito popular em Israel, e sua coalizão de governo é estável e segura para os padrões de Israel. Esse tipo de escândalo é raro na política israelense? Escândalos financeiros prejudicaram vários primeiros-ministros israelenses. Em 1977, Yitzhak Rabin renunciou porque descobriu-se que sua mulher tinha uma conta bancária nos Estados Unidos, uma violação de leis sobre moedas estrangeiras. Binyamin Netanyahu deixou o cargo em 1999. Ele estava sendo investigado por alegações de que, com sua mulher, havia mantido centenas de presentes que deveriam ter sido devolvidos ao Estado e havia feito mau uso de recursos públicos. As alegações contribuíram para sua fragorosa derrota eleitoral ante Ehud Barak. As acusações, contudo, foram suspensas. Barak também enfrentou problemas. Ele foi interrogado como parte de uma investigação sobre irregularidades em arrecadação de fundos para sua campanha eleitoral em 1999. Barak negou ter agido de formaerrada, alegando que não estava envolvido no levantamento de recursos. |
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