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Atualizado às: 06 de janeiro, 2004 - 00h20 GMT (22h20 Brasília)
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Sharon é vaiado por integrantes de seu partido
Ariel Sharon, primeiro-ministro de Israel
Sharon foi vaiado por integrantes do Likud

O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, foi vaiado nesta segunda-feira por membros de seu partido, o Likud, em uma importante reunião partidária.

Sharon discursava ao comitê central do partido pela primeira vez desde que anunciou planos para a remoção de alguns assentamentos judaicos de territórios palestinos.

O primeiro-ministro de Israel insistiu que a proposta é "o melhor plano para a segurança (israelense)".

"Este é o meu plano, e eu vou cuidar para que seja realizado."

Confronto

Sharon confrontou seus críticos em um discurso durante a reunião, que foi transmitida pela TV.

Um delegado do partido levantou uma faixa que dizia que a proposta era "um prêmio para o terror".

Impassível, Sharon respondeu: "Você continua levantando suas faixas, e eu continuo com a minha responsabilidade de trazer paz e segurança a esta terra."

No mês passado, Sharon irritou os integrantes do Likud quando disse que colonos judeus seriam retirados como parte de medidas unilaterais de Israel, se as conversações de paz com os palestinos continuassem emperradas.

O partido defende tradicionalmente o direito de os judeus construírem assentamentos na Cisjordânia e em Gaza – territórios onde os palestinos buscam criar um Estado próprio.

Netanyahu

O comitê central, de 3 mil integrantes, é um reduto de partidários do principal adversãrio político de Sharon dentro do Likud, o ministro das Finanças Binyamin Netanyahu.

Comitê é reduto do ex-premiê Binyamin Netanyahu, adversário político de Sharon no Likud

Os delegados no encontro deveriam debater uma moção propondo que qualquer decisão importante de Sharon necessite de sua aprovação.

Sharon elogiou os colonos israelenses, dizendo que são "corajosos e leais ao sionismo", mas afirmou que Israel vai "ter que abrir mão de alguns dos assentamentos judaicos" no contexto do plano de paz com os palestinos.

E o primeiro-ministro de Israel acrescentou: "Se os palestinos continuarem a rejeitar nossas ofertas de paz (...), nós vamos nos desligar deles politicamente e militarmente e impedir qualquer contato entre nós".

Cúpula arquivada

Antes da reunião, o primeiro-ministro palestino, Ahmed Qurei, disse que a esperada reunião dele com Sharon não ocorrerá tão cedo.

"Nós não estamos buscando um encontro que seja apenas para fotos de repórteres", disse Qurei.

Qurei e Sharon manifestaram recentemente desejo de se reunirem pela primeira vez desde que Qurei foi indicado para liderar a administração palestina, em setembro de 2003.

A violência prosseguiu na região nesta segunda-feira, com a morte de um palestino de 17 anos, baleado por soldados israelenses em Nablus.

A família de Taj Saif disse que ele foi morto quando voltava de uma expedição para coletar refugo, mas o Exército israelense disse que um palestino foi baleado quando atirava uma bomba incendiária.

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